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Decisão histórica: International Board aprova uso de chip na bola

Por Da Redação
5 jul 2012, 15h48

Madri, 5 jul (EFE).- A International Board, responsável pelo regulamento do futebol, deu nesta quinta-feira um passo decisivo na modernização do esporte ao aprovar de forma unânime em reunião realizada na sede da Fifa, em Zurique, o uso da tecnologia na linha do gol.

A aprovação, no entanto, depende ainda de um teste final de instalação em cada estádio antes que os sistemas possam ser utilizados em partidas oficiais, segundo a Fifa.

A International Board destacou que a tecnologia será utilizada apenas para definir se a bola ultrapassou completamente ou não a linha do gol e não em outras áreas do campo.

O organismo também definiu que recorrerá a duas empresas que vêm fazendo testes há nove meses. A GoalRef detém o chip que será colocado dentro da bola, e Hawk-Eye fornecerá a câmera chamada de Olho de Falcão.

Caso tudo corra bem no último teste, o chip na bola já será usado no Mundial de Clubes, no fim deste ano em Tóquio, na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014, ambas no Brasil.

O organismo aprovou também a presença de árbitros assistentes adicionais, que foi testada por dois anos em competições como a Eurocopa, a Liga dos Campeões, a Liga Europa, assim como no Campeonato Brasileiro e em outros torneios nacionais na França, no Marrocos e no Catar.

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A International Board é integrada pelas quatro federações de futebol britânicas (Inglaterra, Escócia, Irlanda e País Gales), que têm um voto cada, e a Fifa, que possui quatro votos em nome de todas as associações filiadas.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, que em princípio era reticente à aplicação da tecnologia na linha do gol, mudou de ideia na Copa das Confederações de 2009 e na Copa de 2010.

Na final da Copa das Confederações de 2009, entre Brasil e Estados Unidos, a bola cruzou a linha após uma cabeçada de Kaká, mas a arbitragem não marcou o gol que teria sido o de empate em 2 a 2 da seleção. A virada em 3 a 2 obtida pelos comandados de Dunga atenuou o erro.

Um ano depois, a Alemanha vencia a Inglaterra por 2 a 1 pelas oitavas de final da Copa da África do Sul quando Lampard chutou, a bola bateu no travessão e cruzou a linha. Contudo, o gol também não foi validado, e os alemães acabaram goleando por 4 a 1.

Os ingleses tiveram a ‘compensação’ neste ano durante a Eurocopa, em duelo contra a anfitriã Ucrânia. Devic marcou aquele que teria sido o gol de empate a favor dos donos da casa, mas a arbitragem considerou que John Terry conseguiu tirar a bola antes que ela entrasse.

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Esse erro fez com que Joseph Blatter declarasse que a tecnologia na linha do gol não era mais uma possibilidade, e sim uma necessidade.

A exigência da Fifa para começar a utilizar a tecnologia é que o sistema seja 100% preciso e imediato e que apenas os árbitros, através de comunicação interna, saibam se a bola realmente cruzou a linha.

O dinamarquês Claus Bo Larsen foi o primeiro a utilizar a tecnologia para tirar dúvidas se houve ou não gol, durante o Mundial de Clubes de 2007, no Japão.

‘Tudo foi bem. Para mim, é uma solução ideal instaurar este sistema’, disse Larsen em alusão ao sistema testado há cinco anos. Naquela ocasião, quando a bola ultrapassava a linha, a palavra ‘gol’ aparecia no relógio digital do árbitro e era emitido ao mesmo tempo um sinal sonoro. EFE

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