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De ‘refugos’ a selecionáveis: a grande virada do Atlético

Ronaldinho e Jô puxam time com vários atletas que, para muitos, estavam em decadência no futebol brasileiro. Agora, eles formam a melhor equipe do país

Por Da Redação 10 Maio 2013, 07h38

Na linguagem do torcedor, muitas vezes maldosa e sem nenhuma preocupação com a autoestima dos atletas, jogador que faz um sucesso fugaz e depois passa por muitos clubes sem repetir o mesmo brilho de antes tem um apelido : “refugo”. Que atire a primeira caxirola quem nunca ouviu falar de uma contratação dessas, geralmente feita por um clube rival, e não soltou um sorriso irônico, emendado no comentário: “Esse já era, sorte que não veio para o meu time”. Pois é liderado por jogadores com essas características, que já não despertavam a confiança de muita gente, que o Atlético-MG de 2013 está fazendo sucesso. Classificado para as quartas de final da Copa Libertadores após duas vitórias sobre o São Paulo, e finalista do Campeonato Mineiro, o time encanta o país com um futebol alegre, solto e rápido, que não teme adversário nenhum e faz de sua casa, o reformado estádio Independência, um alçapão – “Caiu no Horto, tá morto” é a frase-símbolo, após 33 jogos, 25 vitórias e oito empates desde a reabertura do estádio, em abril de 2012.

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A fórmula? Um técnico de competência já mostrada, mas ainda contestado, que ganhou respaldo da diretoria para trabalhar, contratações feitas com cuidado e craques dispostos a calar os críticos e retomar o lugar de protagonistas no cenário do futebol brasileiro. Hoje, quem seria capaz de contestar Ronaldinho Gaúcho, que, mesmo sem repetir o constante brilho dos tempos de Barcelona, ainda sobra em campo e mostra uma categoria invejável – além da vontade que o fez até marcar um gol de cabeça, no primeiro jogo contra o São Paulo pelas oitavas de final. Com escudeiros como Jô e Diego Tardelli, ambos em boa fase, e Bernard, este desde sempre considerado um talento, o R10 tem tudo para ficar com a camisa 10 também da seleção brasileira na Copa das Confederações. Lá atrás, o gigante Leonardo Silva e os raçudos Pierre e Richarlyson fecham a cara e não deixam nada passar – dando tranquilidade ao bom goleiro Victor, e ao zagueiro Rever, ambos com passagens pela seleção.

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Tudo isso empurrado por uma torcida fanática, capaz de cantar durante os 90 minutos. “Esse campo vazio não serve para nada, o que a torcida faz aqui é diferente, dá um empurrão, aumenta nossa força e parece que a gente passa a ter até um jogador a mais”, elogia Cuca. Uma torcida escaldada, que sonha com um grande título desde o Brasileiro de 1971 – e que já viu o naufrágio de outros esquadrões, como a malfadada “SeleGalo” de 1994, que tinha Neto e Renato Gaúcho, entre outros craques, e perdeu o título mineiro para o Cruzeiro liderado por um moleque dentuço chamado Ronaldo. Escaldada, porém apaixonada – e disposta a tudo para apoiar seu time, especialmente quando, como agora, ele joga um futebol de encher os olhos de qualquer torcedor.

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