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De saco cheio, Zé Teodoro pede ajuda de grandes para Série C

Por Da Redação Atualizado em 19 jul 2016, 13h46 - Publicado em 11 jun 2012, 15h17

A presidente do Santa Cruz, Antônio Luiz Neto, estava confiante no início rápido da Série C do Campeonato Brasileiro para o time coral. Mas uma decisão do Superior Tribunal de Justiça deve diminuir as esperanças da equipe nordestina.

O STJ resolveu não acatar o pedido de suspensão da liminar que impede o início da Série C feito pela Confederação Brasileira de Futebol. O imbróglio judicial envolve CBF, FIFA, Brasil de Pelotas, que briga por vaga na terceira divisão, e Santo André, que seria o prejudicado se o clube gaúcho vencer nos tribunais. E, enquanto isso, os outros times das Séries C e D não têm data para começar a jogar, com prejuízos tanto para o elenco como para as finanças do clube.

O treinador do Santa Cruz, Zé Teodoro, é visivelmente um dos mais insatisfeitos com a situação. Para o comandante da equipe vice-campeã da Série D 2011, os principais clubes do Brasil poderiam ajudar para que a questão se resolvesse mais rapidamente.

‘O futebol brasileiro não é feito somente das Séries A e B. Creio que seria legal, até como um gesto de solidariedade, como forma de protesto, que esses clubes também parassem de jogar’, sugeriu.

Enquanto o campeonato não começa, pouco mais de 3.700 torcedores estiveram presentes no Arruda,para ver a vitória em amistoso sobre o Campinense por 3 a 2, neste domingo. Com uma renda de apenas R$ 36.770, o Santa Cruz – que teve a melhor média de público de 2011 entre os times das 4 divisões brasileiras – tem deixado de ganhar dinheiro com a paralisação da Série C.

‘É um amistoso. A vibração e a motivação são diferentes de um jogo . O próprio torcedor só vem em massa quando for valendo três pontos’, explicou o treinador após o segundo amistoso da equipe desde a final do campeonato pernambucano, há 30 dias. Nesta quarta, o Santa volta a campo em jogo-treino com o Ipojuca.

Para Zé Teodoro, a situação está se tornando insustentável. ‘Está chegando a hora de se tomar uma decisão, acabar com isso de uma vez por todas e definir logo. É uma instabilidade, uma insegurança geral. O saco já está chegando ao limite’, reclamou.

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