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Dante diz que foi vítima de bullying dos alemães após 7 a 1

Zagueiro do Bayern de Munique contou que o atacante Thomas Müller foi quem mais brincou sobre a goleada alemã na semifinal da Copa do Mundo

Por Da Redação 4 jan 2015, 15h01

O zagueiro Dante foi titular de apenas uma partida na Copa do Mundo: justamente a goleada por 7 a 1 da Alemanha sobre a seleção brasileira, em Belo Horizonte, na semifinal. Como se não bastasse, o trauma foi ainda mais doloroso para ele, que dias depois do maior vexame da história da seleção pentacampeã, teve que reencontrar vários atletas alemães em sua equipe, o Bayern de Munique. Neste domingo, Dante concedeu entrevista à TV Globo e falou sobre a convivência com Manuel Neuer, Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Mario Götze e Thomas Müller nos últimos meses. Ele admitiu que as brincadeiras sobre a goleada se tornaram constantes e que o atacante Müller foi quem mais o incomodou.

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“Os alemães brincaram, sim, logo no início. Até o momento em que falei que não era momento de brincar, foi algo mais sério do que a gente pensa. Não foi com todos eles, mais com o Thomas, que é brincalhão. Disse a ele para dar uma segurada. Podemos brincar com qualquer coisa, menos sobre isso, porque isso não me faz rir.” Dante ainda disse que, em tom de brincadeira, chegaria mais duro no colega que extrapolasse nas brincadeiras durante os treinos.

Alaba, Müller, Dante e Götze comemoram gol do Bayern contra o Paderborn, em Munique, pelo Campeonato Alemão
Alaba, Müller, Dante e Götze comemoram gol do Bayern contra o Paderborn, em Munique, pelo Campeonato Alemão VEJA

Dante contou que a pior derrota de sua carreira o abalou bastante e até afetou seu dia a dia em Munique. “Senti que as pessoas me colocaram meio de lado, náo era o mesmo ambiente no restaurante, na rua. Acho que quando você está triste após uma grande decepção, você só precisa de carinho das pessoas que estão ao seu lado pra te ajudar a levantar a auto-estima”.

Apesar de não vir sendo chamado por Dunga, o jogador de 31 anos acredita que pode retornar à seleção no futuro. “No Brasil, jogadores com mais de 30 anos não costumam ser convocados. Um conjunto de coisas me distanciou da seleção, mas vou continuar trabalhando no Bayern e, se pintar uma nova convocação, irei com o maior prazer.

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