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Dagol sai por ‘rodízio europeu’, mas não escapa da Arena da Baixada

Por Da Redação 15 nov 2011, 12h21

Emerson Leão já divulgou que Dagoberto está ‘esgotado mentalmente e fisicamente’ e de pré-contrato assinado com o Internacional, com mudança de clube marcada para abril. Mas o técnico garante que nenhum desses fatores colocou o atacante na reserva. Dessa vez, ele terá que encarar a Arena da Baixada, de onde saiu de forma conturbada em 2007, mas ficará no banco por conta de um rodízio inspirado no futebol europeu.

‘Pretendo fazer no São Paulo mais ou menos o que se faz na Europa com grandes jogadores. Em certos momentos, você vê Kaká, Cristiano [Ronaldo] e Robinho no banco, fora outros. E no outro jogo, são titulares. Daqui para a frente, vai ser assim. Não haverão surpresas para mim, mas sei que será tido como diferente’, informou o treinador.

O comandante, entretanto, já faz pressão sobre o atacante desde seus primeiros dias no clube, desde a confirmação do acerto com o Inter até a declaração de que está ‘sem brilho’. O jogador, contudo, não será poupado da pressão que deve sofrer no estádio do clube que o revelou. Pela segunda vez em quase cinco anos no Tricolor, enfrentará o Atlético-PR na Arena da Baixada.

‘Perguntaram-me se terá confusão. Confusão dentro da área é pênalti, meu amigo. E isso é o que mais desejo’, sorriu Leão, confirmando que o atacante está relacionado para viajar ao Paraguai. ‘O Dagoberto está mais vacinado do que todos nós do que é jogar na Baixada. E quanto mais pressão, mais retorno’, continuou, em tom provocativo para o atleta.

Leão avisa que optará por Fernandinho porque já sabe quanto Dagoberto rende como titular. E relaciona a intensa alegria demonstrada pelo camisa 25 durante o treinamento em que ficou na reserva por ter entendido a filosofia europeia que o chefe quer implantar no São Paulo – embora no Velho Continente, costumeiramente, os principais atletas sejam poupados visando torneios prioritários, como a Liga dos Campeões, e o Tricolor só joga o Campeonato Brasileiro neste ano.

‘Em nenhum momento o Dagoberto se mostrou preocupado porque já tínhamos instituído essa maneira de trabalhar para todos os atletas. Antes de entrar em campo, eu já tinha conversado com eles’, falou. ‘A característica de determinado atleta ajuda em um jogo e de outro ajuda em outra partida. O São Paulo é um investidor em grandes estrelas e os jogadores têm que saber que só entram 11 em um dia, mas jogam todos.’

Neste espírito, o treinador nega que tirar o artilheiro e líder das assistências no São Paulo na temporada seja uma forma de acostumar o clube a não poder usá-lo em 2012, já que é possível o Inter pedir em dezembro a liberação de Dagoberto para se apresentar no Beira-Rio em janeiro.

‘O Dagoberto tem a obrigação de começar o ano por contrato. O que os clubes vão fazer, pertence só a eles, a minha participação está mais do que definida. E ele não mudou nada no regulamento nem infringiu nenhuma regra profissional. Portanto, está tudo zerado’, falou Leão, reforçando que a assinatura do pré-contrato é permitida.

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