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CSKA aceita desculpa e não processará Daniel Carvalho

Por Da Redação - 31 jan 2012, 13h53

Por AE

São Paulo – Depois de o meia Daniel Carvalho afirmar, na última segunda-feira, que fez uso de anabolizantes quando defendia o CSKA e no mesmo dia voltar atrás em suas declarações e esclarecer que nunca foi obrigado a ingerir nenhuma substância desta natureza no time, o diretor do clube russo, Roman Babaev, afirmou nesta terça que não pretende tomar nenhuma providência legal contra o atleta.

O dirigente, que classificou a atitude do jogador do Palmeiras como uma “brincadeira estúpida”, afirmou, em entrevista exclusiva para a rádio Estadão ESPN, que não irá processar o meio-campista por ele ter se desculpado com o seu ex-clube.

“Não vamos entrar em litígio contra o jogador desde que ele mantenha o pedido de desculpas. Não é uma prática do CSKA entrar com ações contra seus ex-jogadores, ainda mais contra o Daniel Carvalho, que transformou-se em um grande jogador aqui no clube e nos ajudou muito”, disse Babaev.

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Ao mesmo tempo, porém, o diretor do clube russo exibiu indignação com a atitude de Daniel Carvalho e sugeriu que outros ex-jogadores brasileiros do CSKA, como os atacantes Jô e Vágner Love, fossem procurados pela reportagem e questionados se alguma vez eles foram instruídos a fazer uso de doping. Ele ainda citou o preparador Paulo Paixão, que trabalhou com o atleta no CSKA, e lembrou que o clube não poderia promover a utilização de substâncias dopantes até pelo fato de o time estar frequentemente disputando competições europeias importantes, como a Liga Europa e a Liga dos Campeões, que têm controle antidoping.

Babaev disse não entender os motivos de o meia ter levantado esta polêmica neste momento, mas lembrou que o fato de Daniel Carvalho estar visivelmente acima do peso desde o ano passado, quando defendeu o Atlético-MG, o levou a apontar o uso de anabolizantes como vilão em sua luta para entrar na forma ideal. “Ele cometeu um erro”, enfatizou o dirigente, para depois lembrar que o atleta deveria controlar melhor a sua alimentação. “Ele gosta de comer. Tem gente que pode comer um pedaço de pão e não tem problemas, mas Daniel infelizmente tem um problema genético com isso”, completou.

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