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Cruzeiro vira jogo contra Criciúma e se aproxima do título

Na sequência do Brasileiro, mineiros defendem liderança contra o Santos

Por Da Redação 9 nov 2014, 21h54

Líder isolado do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro recebeu o lanterna Criciúma no Mineirão, em um jogo que teoricamente seria fácil, mas a Raposa encontrou muitas dificuldades contra os catarinenses. Logo aos dois minutos, o Tigre abriu o placar e se fechou completamente. Os mineiros só conseguiram furar o bloqueio defensivo no segundo tempo, virando o marcador e vencendo por 3 a 1, se aproximando ainda mais do título Brasileiro.

No primeiro ataque do Criciúma, o zagueiro Bruno Rodrigo furou a marcação e permitiu Lucca sair na cara de Fábio e tocar por cobertura anotando o primeiro gol do jogo. Na etapa final, o Cruzeiro empatou com Marcelo Moreno, e logo na sequência chegou a virada com Ricardo Goulart. No finalzinho, Willian garantiu a vitória. O triunfo coloca a Raposa com 67 pontos, muito perto de comemorar o título e mantém o Tigre na lanterna do Brasileirão com apenas 30 pontos.

Na sequência do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro vai defender a liderança da competição nacional contra o Santos, duelo no próximo domingo, na Vila Belmiro, mas antes a Raposa tem pela frente a final da Copa do Brasil, contra o arquirrival Atlético-MG, jogo de ida, quarta-feira, no Independência. Já o Criciúma recebe o Grêmio, sábado, no Heriberto Hulse.

O jogo A torcida cruzeirense ainda se acomodava nas cadeiras do Mineirão quando o zagueiro Bruno Rodrigo furou a marcação, permitindo o atacante Lucca sair na cara do goleiro Fábio. O jogador catarinense mostrou qualidade para tocar por cobertura, abrindo os trabalhos e surpreendendo a Raposa no Gigante da Pampulha.

O Cruzeiro tentou dar a resposta imediatamente com Ricardo Goulart, que na cara do gol, parou no goleiro Bruno, que fez grande defesa. Se antes de abrir o placar a postura do Tigre já era de se defender e tentar alguma coisa no contra-ataque, com vantagem no marcador, o Criciúma se fechou ainda mais, dificultando as ações ofensivas da equipe mineira.

Para superar a forte marcação, o Cruzeiro usou muito as inversões de jogadas e troca de posições no ataque para tentar superar as linhas de defensores do time visitante. Como o jogo se desenvolveu praticamente no campo ofensivo dos celestes, os laterais Mayke e Egídio constantemente foram usados como alternativa criar as jogadas.

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Com maior posse de bola, a Raposa dominou as ações, mas como o gol de empate estava demorando a sair, o técnico Marcelo Oliveira chegou demonstrar irritação em alguns momentos, cobrando mais capricho nas finalizações. Na tentativa de esfriar o jogo, os catarinenses procuraram valorizar cada lance, ganhando segundos importantes.

Mesmo com a pressão intensa o Cruzeiro não conseguiu empatar na etapa inicial, com o time errando passes e se precipitando nas jogadas, mostrando ansiedade. No último lance do primeiro tempo os donos da casa tiveram excelente oportunidade para marcar em cabeçada de Júlio Baptista que parou nas mãos de Bruno, que salvou o Tigre em vários momentos.

Após o intervalo, o panorama do jogo mudou muito pouco, ou seja, pressão total do Cruzeiro, enquanto o Criciúma se esforçava para conter os avanços, abusando da famosa cera. Quando o lateral Egídio se machucou, o treinador celeste foi ousado, mandando o avante Marcelo Moreno para o jogo, deixando os mineiros ainda mais ofensivos.

A pressão cruzeirense só surtiu efeito aos 13 minutos, quando o volante Nilton cobrou falta com muita violência, o goleiro Bruno não conseguiu segurar firme, e no rebote, Marcelo Moreno, que tinha acabado de entrar no jogo, tirou os celestes do sufoco empatando o jogo no Mineirão. Aos 17, novamente Moreno, em bela cabeçada, que obrigou Bruno a se esticar todo para operar um verdadeiro milagre.

A pressão após o empate se tornou insuportável, e aos 18, a virada finalmente apareceu no Mineirão com o Ricardo Goulart. O gol dá tranquilidade fez o Gigante da Pampulha explodir em alegria total. Com a desvantagem, o Criciúma finalmente resolveu atacar, criando algumas chances, mas faltou qualidade técnica.

Com a virada no placar, o Cruzeiro diminuiu um pouco o ritmo intenso da partida, mesmo assim, seguiu com as rédeas do confronto e criando chances de dilatar o marcador. Aos 44, com os visitantes já entregues, Willian aproveitou assistência de Ricardo Goulart e fechou o marcador no Gigante da Pampulha.

(Com Gazeta Press)

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