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Cruzeiro, um campeão da estabilidade e do planejamento

Mesmo sem reeditar o brilho de 2013, equipe mantém a sua fórmula vencedora, com elenco forte e eficiência total em jogos-chave, e não dá chances aos rivais

Por Da Redação - 23 nov 2014, 17h58

Para 2015, porém, a diretoria terá de mostrar ainda mais competência para manter seus principais atletas, que sobem de patamar a cada nova conquista

O quarto título nacional do Cruzeiro, conquistado neste domingo, diante do Goiás, começou a ser construído ainda em 2013. Ao contrário de todos os seus concorrentes, o clube mineiro iniciou o Brasileirão com uma base estabelecida e uma formação entrosadíssima. Mesmo sem ser tão brilhante quanto no ano passado, a equipe dirigida pelo técnico Marcelo Oliveira manteve suas principais peças e características – defesa sólida, meio-campo criativo e ataque veloz – e conseguiu permanecer firme no topo, mesmo após momentos de turbulência. Assim como em 2013, a diretoria acertou em cheio na hora de ir ao mercado, pois trouxe de volta o atacante Marcelo Moreno, que deixou para trás a má fase dos tempos de Grêmio e Flamengo e foi um dos artilheiros da equipe na competição, com catorze gols. Além do boliviano, referências como Fábio, Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Willian mantiveram um nível de atuações altíssimo e entraram de vez para o grupo dos ídolos históricos do Cruzeiro. Se não apresentou um futebol tão vistoso como o de 2013, este esquadrão cruzeirense será sempre lembrado por sua estabilidade – e, se continuar assim, já aparece como candidato até para o Brasileirão de 2015.

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O Cruzeiro iniciou a temporada com o foco na conquista de sua terceira Libertadores, mas se aproveitou da força de seu elenco para competir em várias frentes. Depois de terminar a primeira fase do Campeonato Mineiro com a melhor campanha, segurou a pressão do Atlético-MG nas decisões e conquistou o título com dois empates sem gols, quebrando uma série de dois anos seguidos de conquistas do maior rival. O time, então, iniciou o Brasileirão empolgado, mas ainda com a Libertadores como meta. A eliminação para o argentino San Lorenzo nas quartas de final foi, sem dúvida, um grande baque para o campeão nacional. No entanto, o time respondeu logo na partida seguinte: vitória suada por 3 a 2 sobre o Coritiba, com dois gols de Ricardo Goulart e outro de Borges. Aliás, o centroavante, assim como os experientes Dagoberto e Júlio Baptista, passou a maior parte do ano na reserva sem reclamar. E todos puderam colocar mais um troféu em seus vitoriosos currículos. Na sequência, o Cruzeiro venceu jogos-chave contra Inter, Flamengo e Cruzeiro e provou que a decepção na competição continental não abalaria o caminho rumo ao tetracampeonato.

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A campanha do Cruzeiro passaria por outros momentos tensos. Na 21ª rodada, o time mineiro foi derrotado por 2 a 0 pelo São Paulo no Morumbi, em jogo que parecia o início de uma arrancada do clube paulista rumo à ultrapassagem do líder. No entanto, o time mineiro se reabilitou – quase sempre com vitórias magras – enquanto o São Paulo e os outros concorrentes alternaram bons e maus momentos. O Cruzeiro ainda voltaria a tropeçar: perdeu pontos em casa contra Corinthians e Palmeiras e levou um passeio do Flamengo no Maracanã. Ainda assim, o campeão se impôs contra quase todas as equipes da parte de baixo da tabela e, com isso, se manteve no topo com uma ótima vantagem. A vitória contra o Inter na 26ª rodada foi, o momento crucial da conquista, já que a equipe gaúcha poderia ter reduzido para apenas três pontos a diferença do líder. No entanto, os gols de Marcelo Moreno e Marquinhos – dois dos poucos reforços para 2014 – fizeram com que o Cruzeiro abrisse nove pontos de vantagem e jamais fosse incomodado novamente. Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart foram premiados por seus dois anos de glórias com convocações para a nova seleção brasileira do técnico Dunga. Para 2015, porém, a diretoria terá de mostrar ainda mais competência para manter seus principais atletas, que sobem de patamar a cada nova conquista.

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