Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Cruzeiro terá de se inspirar no arquirrival Atlético para virar

Vantagem de 2 a 0 obtida na quarta poderia deixar título praticamente resolvido. Só que o próprio Atlético mostrou duas vezes que é possível reverter o quadro

Por Da Redação 13 nov 2014, 09h23

“Foi possível para outras equipes modificar situações adversas. Por que não pode ser assim com o Cruzeiro?”, disse Marcelo Oliveira

O Cruzeiro saiu em desvantagem na decisão da Copa do Brasil. No primeiro jogo, no Estádio Independência, na noite de quarta-feira, caiu por 2 a 0 diante do Atlético-MG e agora precisa vencer por nada menos de três gols de diferença na volta, no dia 26, no Mineirão, se quiser conquistar o título (um novo 2 a 0 leva a disputa para os pênaltis). Título quase resolvido, então? Longe disso – afinal, o próprio Atlético já mostrou duas vezes na Copa do Brasil que é possível reverter um marcador tão adverso, mesmo quando se está diante de um adversário de peso. Com isso, o time alvinegro, quem diria, transformou-se na principal inspiração para os cruzeirenses nas duas semanas que faltam para o segundo jogo. Com as viradas do Atlético sobre Corinthians e Flamengo ainda vivas na memória, os jogadores de ambos os clubes deixaram claro, na saída do gramado do Independência, que tudo está em aberto.

Leia também:

Atlético-MG vence o Cruzeiro e abre vantagem na decisão

Clássico mineiro será o oitavo dérbi a decidir título nacionals

Continua após a publicidade

Levir x Marcelo: um duelo particular para evitar ser ‘trivice’

“E um placar reversível”, garantiu o zagueiro cruzeirense Bruno Rodrigo. “A torcida vai lotar o Mineirão e jogar junto para a gente fazer o nosso resultado”, completou o atacante Marcelo Moreno. Do lado atleticano, mesmo com a ótima vitória, o discurso acaba sendo parecido. “Ainda faltam 90 minutos de um duelo que será muito difícil”, reconhece o zagueiro Leonardo Silva. “A gente não pode achar que tem alguma coisa ganha, porque não tem. Precisamos de paciência e maturidade.” O também zagueiro Jemerson disse que “a vantagem é boa”, mas que o Atlético precisa “atuar com inteligência no Mineirão” para não correr o risco de sofrer uma virada parecida com a que o Atlético conseguiu no mesmo estádio nas quartas e na semifinal. Nos duelos com Corinthians e Flamengo, além de ter perdido por 2 a 0 na ida, o Atlético ainda saiu atrás no placar do jogo de volta. Nos dois casos, virou para 4 a 1.

“Foi possível para outras equipes modificar situações adversas”, lembrou o técnico cruzeirense Marcelo Oliveira, que foi ídolo do Atlético como jogador, em sua entrevista coletiva depois do jogo, em que não citou o nome do arquirrival ao comentar a chance de uma virada. “Por que não pode ser assim com o Cruzeiro, que tem um ambiente maravilhoso e jogadores que se doam muito? Estamos chateados hoje, mas temos o jogo de volta. No Mineirão teremos 50.000 do nosso lado e vamos jogar melhor. A gente vai se preparar muito para essa final e vai buscar o resultado. Podem estar certos que o Cruzeiro vai lutar muito para mudar essa situação. É apostar nisso e tentar descansar na medida do possível”, afirmou Marcelo, atribuindo ao desgaste físico do elenco a queda de rendimento de seu time nas últimas partidas. “Tenho falado sempre da minha preocupação com esse calendário desumano. Os jogadores estão muito cansados.”

No outro vestiário, o técnico Levir Culpi comemorou o placar de quarta, considerado “ótimo” para o Atlético – mas, como era de se prever, recorreu ao exemplo de seu próprio time para dizer que a decisão continua “em aberto”. “Nós revertemos duas situações idênticas e aprendemos muito com isso. É uma questão de vontade e de coragem também. O negócio é esse: saber defender e não ter medo de atacar”, explicou, já indicando qual será seu plano de jogo para a segunda partida. Para Levir, o Cruzeiro entrou em campo “muito melhor” no Independência, mas o apoio da torcida atleticana no estádio, onde a equipe tem um retrospecto extraordinário, mudou o duelo. “É uma atmosfera muito favorável”, disse o treinador, que não poupou elogios ao adversário, considerado um time “muito mais redondo” que o dele. “O Cruzeiro é bom no toque de bola, no porte físico, no cabeceio e no passe. O Marcelo conseguiu deixar o time muito equilibrado. Precisamos jogar melhor que jogamos aqui.”

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade