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Cristiano Ronaldo: ‘Queria estar sem dor, mas isso é impossível’

Nesta segunda-feira, às 13 horas, o melhor jogador do mundo lidera Portugal na estreia contra a Alemanha em Salvador

Por Alexandre Salvador - 16 jun 2014, 08h13

“Sei que minha carreira vai durar mais alguns anos e não vou colocá-la em risco por um jogo ou por um torneio, nem mesmo a Copa do Mundo”, afirmou o craque português

Durante o pouquíssimo tempo que se acompanhou a seleção portuguesa no último treino antes da estreia, contra a Alemanha – menos de 20 minutos foram abertos para a imprensa -, não foi possível analisar as condições físicas do craque Cristiano Ronaldo, talvez o nome mais aguardado dessa Copa. Quando o grupo de jogadores entrou no gramado, CR7 fez questão de não chamar a atenção, o que em se tratando do atacante do Real Madrid não é lá muito costumeiro. O português escolheu cuidadosamente o local mais afastado das lentes dos fotógrafos e cinegrafistas. Em cinco minutos, todos os profissionais já haviam dado a volta no gramado, para focalizar bem de perto o melhor jogador do mundo.

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Treinando com uma bandagem no joelho esquerdo, Cristiano participou de uma despretensiosa roda de bobinho, o que não indica muito sobre suas reais condições. Teve-se que esperar mais de 2 horas para aguardar um veredicto, dado pelo próprio atacante. “Se estou treinando é porque sinto-me bem. Queria estar sem nenhuma dor, mas isso é impossível. Desde que comecei no futebol nunca joguei sem dores. Talvez desta vez seja um pouco mais, mas estou preparado. São ossos do ofício.”

Em 17 minutos de perguntas e respostas, Cristiano compensou a hora de atraso para a entrevista coletiva, mas não se deu ao trabalho de explicar o que o impediu de chegar no horário. Cheio de caras e bocas, CR7 não deixou questionamento sem contestação (à sua maneira, claro): “Estou 100%, mas queria estar 110%”, o que indica que até a sua força de super-herói tem limites. Sobre as especulações feitas durante o período de preparação para a Copa, despistou com um drible afiado: “As pessoas dizem o que querem. Jogam pedras ao ar e tentam acertar alguma coisa. Sei que minha carreira vai durar mais alguns anos e não vou colocá-la em risco por causa de um jogo ou de um torneio, nem mesmo a Copa do Mundo.”

A liderança do camisa 7 de Portugal é tão evidente nem todo o atraso, alongado ainda mais pela entrevista obrigatória, parecia incomodar seus companheiros. Seus fiéis escudeiros, o zagueiro Pepe e o lateral Fábio Coentrão, ambos companheiros de Cristiano no Real Madrid, acompanharam atentamente suas respostas aos jornalistas. “Se eu me acho o comandante?”, disse CR7, repetindo a pergunta óbvia. “Apenas em casa. Acho que um jogador não faz um time. Como já disse muitas vezes, estou na seleção para ajudar. Obviamente que posso fazer diferença com jogos, mas sou um a mais.” O fato é que, sem Cristiano Ronaldo, a seleção portuguesa mais parece jogar com um a menos.

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