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Crise no vôlei: FIVB retém prêmio de R$ 4 mi à CBV

Atitude da federação internacional, presidida por Ary Graça, seria uma nova represália pela desistência do Brasil de sediar a Liga Mundial

Por Da Redação 19 dez 2014, 08h44

Em mais um capítulo da grave crise do vôlei do país, a Confederação Brasileira (CBV) acusa a Federação Internacional (FIVB) de não ter repassado à entidade nacional o pagamento de premiações de dois torneios. Segundo a CBV, a FIVB deve mais de 1,5 milhão de dólares (quase 4 milhões de reais) relativos aos resultados obtidos pela seleção feminina no Grand Prix (sagrou-se campeã) e da masculina na Liga Mundial (vice-campeã). O “confisco” cobriria as garantias financeiras do Brasil, que desistiu de sediar a Liga Mundial de 2015 como forma de protesto pelas punições dadas ao técnico Bernardinho e aos atletas Mário Júnior, Murilo e Bruninho por fatos ocorridos no Mundial da Polônia, disputado em setembro deste ano.

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Na ocasião, Bernardinho foi suspenso por dez partidas, mais multa de 2.000 dólares por uma série de acusações: ausência na coletiva de imprensa, gestos feitos no fim da partida contra a Polônia, conduta violenta contra o presidente do comitê de controle e diretor de imprensa e declarações contra a FIVB. Mário Júnior foi punido por seis jogos por ter atirado uma toalha contra um representante da entidade. Murilo, que chegou a ser acusado de ter jogado a mesma toalha, mesmo sem ter sido relacionado para a partida, também foi punido com um jogo de suspensão. O levantador Bruninho levou a pena mais branda: multa de 1.000 dólares por não ter comparecido a uma coletiva de imprensa

“A FIVB tem retido o pagamento dos prêmios recebidos pela CBV na Liga Mundial e Grand Prix, sem o consentimento da CBV. A FIVB quer usar o valor como compensação para taxa de sediamento”, afirmou a entidade nacionam em nota. Procurada, a FIVB não se pronunciou a respeito. A Federação Internacional tenta negociar uma saída para a crise com a CBV, iniciada depois das denúnias de desvio de dinheiro contra Ary Graça, ex-presidente da CBV e atual mandatário da FIVB.

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Fontes da entidade sediada na Suíça afirmaram que já abriram contato com o Brasil por meio de e-mails e telefonemas. Em janeiro, reuniões devem ser realizadas para manter a competição no Brasil. Caso a CBV mantenha a sua posição, o vôlei brasileiro pode receber três punições, de forma individual ou cumulativa: suspensão de um ano das competições internacionais, ficar quatro anos sem sediar eventos promovidos pela FIVB e a cobrança de uma multa que varia entre 44.000 dólares (118.000 reais) a 110.000 dólares (297.000 reais).

(Com Estadão Conteúdo)

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