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Cresce onda de jogadores da NBA que visam ao exterior

Por Da Redação 19 nov 2011, 21h25

Houston (EUA), 19 nov (EFE).- O silêncio dos donos das 29 equipes da NBA perante o não do sindicato à última oferta para salvar a temporada acelerou o desejo de muitos jogadores de buscar espaço em outros torneios, advertiram neste sábado analistas do esporte.

Às primeiras vozes que admitiram seu interesse em buscar novos caminhos, se somaram nas últimas horas as declarações de estrelas como Kevin Durant, do Oklahoma City Thunder; e Dwyane Wade, do Miami Heat.

Admitiram que desejam conhecer as possibilidades reais de competir no estrangeiro, especialmente na Europa e na China.

O sindicato rejeitou a última oferta das equipes da NBA de chegar a um acordo para salvar uma temporada de pelo menos 72 partidas se a competição começasse no próximo dia 15 de dezembro.

Após a visão ‘catastrófica’ do comissário da NBA, David Stern, os donos guardaram silêncio diante do convencimento de que a temporada de 2011-2012 está em estado terminal.

Os donos da NBA disseram em teleconferência de 20 minutos na quinta-feira passada sobre as últimas notícias da situação laboral, que já foram a dois tribunais federais com dois processos antimonopólio dos jogadores.

Apesar de Stern ter antecipado que levar o conflito laboral aos tribunais era a ‘opção perdedora’, os advogados dos jogadores estão convencidos de que só assim vão pressionar um acordo com os donos, ou caso contrário terão que receber milhões de dólares em compensação pelas perdas.

Os jogadores ficaram na terça-feira passada sem seu primeiro cheque de salário e a média do que deixaram de cobrar os mais de 450 jogadores que jogam nas 30 equipes foi de US$ 220 mil.

Os donos têm retido todo o dinheiro que devem pagar aos jogadores e além disso os custos de gestão são mínimos desde que estabeleceram o fechamento patronal em 1º de julho.

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Stern falou com 29 das equipes, já que o New Orleans Hornets ainda pertence à NBA, para ‘atualizá-lo’ sobre o avanço do conflito laboral.

A atitude tomada por Stern e pelos donos mostra claramente que depois da oferta rejeitada na segunda-feira passada e os processos legais dos jogadores, não serão eles que vão tentar primeiro voltar à mesa de negociações.

O comissário da NBA considera que o sindicato nunca disse na realidade o que queria conseguir e depois já tinha tudo preparado para levar o assunto para o campo legal.

Os donos também estavam preparados para este passo e embora não lhes importaria voltar à mesa de negociações também estão conscientes de que a temporada 2011-2012 pode ser totalmente perdida. Por enquanto já foram canceladas 324 partidas até o próximo dia 15 de dezembro.

Trabalha-se com a possibilidade de que as partes voltem a se sentar para negociar a partir do final de dezembro, mas já não haverá tempo suficiente para montar um calendário que possa ser válido para os donos.

Os donos não vão aceitar uma redução para 50%, como aconteceu no conflito laboral de 1999.

Cerca da metade dos donos, incluindo o lendário Michael Jordan, maior acionista do Charlotte Bobcats, não foi a favor do 50-50 na divisão de receitas do basquete que Stern ofereceu ao sindicato na última proposta que tiveram sobre a mesa e rejeitaram.

Decisão, que os donos mais opostos a fazer concessões aos jogadores, viram com grande alívio já que no fundo essa era a esperança que tinham de não ter de enfrentar uma votação posterior de aprovação do convênio coletivo.

Como tinha antecipado também o comissário Stern, o ‘inverno nuclear’ já chegou com vários meses de antecipação à NBA. EFE

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