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Craques no meio-campo: Espanha rouba lugar do Brasil

Enquanto Mano Menezes procura um camisa 10, os espanhóis contam com Xavi, Iniesta, Xabi Alonso e Fábregas - e até Thiago Alcântara, um brasileiro

Por Da Redação 6 nov 2011, 13h45

Enquanto a seleção espanhola pode escolher entre vários craques do Barcelona para montar seu meio, o Brasil experimenta jogadores de uma equipe “lado B”, o Shaktar Donetsk

Dentro de um período de apenas doze anos, entre 1958 e 1970, a seleção brasileira conquistou três Copas do Mundo e passou a ser a referência máxima de qualidade no esporte mais popular do mundo. Para muitos, o segredo do sucesso do futebol brasileiro em sua fase mágica era o talento dos jogadores de meio-campo – os atletas que ditam o ritmo do jogo, conseguem enxergar a melhor jogada, armam rápidos contra-ataques e não têm dificuldades em fazer um lançamento longo de três dedos. Na longa linhagem de grandes meias brasileiros, os mais lembrados são Didi, Zico e Pelé – que, apesar de jogar um pouco mais adiantado, era capaz de controlar uma partida como ninguém. Hoje, no entanto, quem gosta de ver grandes meias em ação precisa trocar as partidas da seleção brasileira pelos jogos da Espanha – que, não por coincidência, é a atual campeã do mundo.

Na última Copa, no ano passado, na África do Sul, Iniesta, do Barcelona, fez o gol decisivo na final contra a Holanda e foi eleito o melhor jogador da partida. Na seleção, assim como no clube catalão, ele divide o meio-campo com Xavi, considerado um dos jogadores mais regulares do planeta – é difícil assistir uma partida em que o maestro espanhol esteja mal. Conforme os especialistas, a dupla é a responsável pelo sucesso do futebol de posse de bola e passes precisos do Barcelona. Como se não bastasse ter Iniesta e Xavi, a seleção espanhola campeã do mundo tinha Cesc Fábregas, que vestia a camisa 10, e Juan Manuel Mata, que está fazendo sucesso na Inglaterra, como reservas de luxo. Na próxima Copa, no Brasil, é muito provável que a Espanha tenha mais uma opção: Thiago Alcântara, filho do tetracampeão Mazinho. Thiago, que jogou alguns anos no Flamengo, também foi moldado para o futebol profissional nas categorias de base do Barcelona, assim como Xavi, Iniesta e Fábregas. Em setembro, fez seu primeiro jogo pela seleção principal da Espanha. A revelação vem sendo titular em alguns jogos do Barcelona, muitas vezes revezando a posição com Xavi e Iniesta. Enquanto isso, no Brasil, o técnico Mano Menezes sofre para encontrar uma formação de meio-campo capaz de fazer sua seleção deslanchar. No mês passado, o treinador voltou a convocar Kaká, que estava afastado da equipe nacional por causa de repetidas lesões, para os próximos amistosos, contra Gabão e Egito. Neste fim de semana, porém, o técnico do Real Madrid, José Mourinho, avisou que Kaká deverá ficar de fora das duas partidas por causa de mais um problema físico. E o Brasil terá de procurar outro jogador para organizar o meio. Antes de recorrer à volta de Kaká, Mano Menezes apostou em Paulo Henrique Ganso, do Santos, que ganhou status de titular absoluto depois de apenas um jogo com a camisa da seleção principal. Mas Ganso sofre muitas lesões, assim como Kaká, e tem feito partidas muito irregulares. O parceiro de Neymar no Santos vem perdendo lugar para nomes pouco conhecidos da torcida brasileira. E, enquanto a seleção espanhola pode escolher entre vários craques do Barcelona para montar seu meio, o Brasil experimenta jogadores de uma equipe “lado B”, o Shaktar Donetsk, da Ucrânia. É lá que jogam Jadson e Fernandinho, duas das mais recentes tentativas de Mano Menezes para o setor. Outro candidato que empolga pouca gente é Renato Augusto, do modesto Bayer Leverkusen, da Alemanha. Não por coincidência, no mês passado, ao ser questionado sobre qual jogador gostaria de ser se atuasse no futebol atual, Pelé teve de citar um espanhol, Xavi. “Acho que ele faz o papel que eu fazia”, afirmou.

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