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Craques nas arenas, fracasso nos congressos: os esportistas na política

Muitos ex-atletas tentam cargos eletivos em 2018, mas ele poderão repetir o sucesso do esporte em cargos públicos? Histórico é negativo

Ser um sucesso nos gramados e nas quadras não significa a repetição do êxito e, por vezes da genialidade, na política. Muitos ex-esportistas entraram para o meio ao encerrarem suas carreiras, mas não conseguiram emplacar grandes projetos sequer na área dos esportes, com poucas exceções. Em 2018, diversas personalidades dos campos, quadras e tatames entram na corrida eleitoral tentando diminuir o histórico negativo.

Pelé e Zico, dois dos maiores jogadores de futebol brasileiro, tiveram o cargo mais importante do esporte em seus períodos. O primeiro foi o ídolo do Flamengo, que assumiu a secretaria de esportes do governo Fernando Collor, entre 1990 e 1991. Criou a Lei Zico, que modernizaria a legislação esportiva do país e diminuía o poder dos clubes na relação com os jogadores. Ela desagradou políticos que apoiavam o presidente Collor, e o projeto foi arquivado, o que o motivou a se demitir.

Em 1994, no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso, foi criado o Ministério Extraordinário do Esporte, que teve Pelé como Ministro até 1998. Seu principal projeto foi a aprovação da Lei Pelé, que nada mais era que a Lei Zico com algumas mudanças. O projeto acabava com a lei do passe, que deixava os jogadores livres de seus clubes após o cumprimento de contratos. Ao final do primeiro mandato de FHC, deixou o Ministério, que deixou de existir e se fundiu com o do Turismo.

Em 2018, outros campeões excepcionais, como Romário e Maurren Maggi, concorrem a cargos importantes. PLACAR/VEJA levantou um pequeno histórico da participação dos atletas na seara política, e apresenta alguns dos candidatos nas atuais eleições: