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Marcas esportivas usam materiais de tênis para equipamentos de proteção

New Balance, Nike e Adidas criaram EPIs para ajudar no combate à pandemia de coronavírus

Por Luiz Felipe Castro - Atualizado em 10 abr 2020, 14h50 - Publicado em 10 abr 2020, 12h28

Assim como a Fórmula 1, cujos engenheiros das escuderias britânicas estão emprestando seu conhecimento para combater o coronavírus, grandes marcas esportivas também se uniram à onda de solidariedade e cooperação. New Balance, Nike e Adidas anunciaram nos últimos dias que suas fábricas têm se dedicado à produção de equipamentos de proteção individual (EPIs), que estão em falta em todo o mundo, reutilizando materiais que seriam usados para produzir tênis e roupas.

A New Balance foi a primeira a anunciar, no fim de março, menos de uma semana depois do desenvolvimento de um protótipo, a produção de máscaras faciais para hospitais em suas fábricas de Lawrence, Massachussetts e Norridgewock, nos Estados Unidos. A intenção da empresa americana é entregar 100.000 EPIs por semana.

Até mesmo os cadarços que seriam usados em tênis foram reaproveitados para o ajuste das máscaras. A New Balance diz que está trabalhando em novas solicitações feitas por hospitais para produzir outros EPIs, como aventais e capas para os pés dos médicos, e ressaltou em comunicado que não se trata de uma “uma oportunidade comercial”.

“Estamos buscando preços equilibrados e/ou doações para a máscara facial. Essa iniciativa manteve muitos de nossos colaboradores orgulhosamente engajados durante essa crise econômica e de saúde pública, enquanto nossos clientes tradicionais de varejo estão fechados devido à pandemia da Covid-19”.

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A Nike apresentou medidas semelhantes no último dia 7 ao lançar um escudo de proteção facial, elaborado em parceria com profissionais de saúde da Oregon Health & Science University (OHSU), que testaram e aprovaram os protótipos.

A marca americana revela que materiais de calçados, como as solas do modelo Nike Air, um de seus campeões de venda, e um cabo originalmente destinado a roupas, foram utilizadas na fabricação do protetor facial. Os modelos são produzidos nas fábricas de Oregon e Missouri.

“Sem a proteção facial adequada, os profissionais de saúde correm um risco maior de contrair o vírus, o que poderia causar uma pressão substancial sobre a força de trabalho da saúde nos próximos meses”, afirmou o médico Miko Enomoto, professor associado da OHSU. “A generosa resposta da Nike à crise do Covid-19 ajuda a incutir uma camada adicional de confiança e apoio aos profissionais de saúde, para que possamos realizar com segurança os trabalhos para os quais nascemos ”, completou.

Escudo facial produzido pela Nike
Escudo facial produzido pela Nike Nike/Divulgação

Já a Adidas anunciou na última quarta-feira, 8, uma parceria com a empresa de tecnologia Carbon, uma colaboradora de longa data, para fabricar as máscaras de proteção. O plano das empresas é fabricar 18.000 itens por semana com o auxílio de impressoras 3D.

A empresa alemã de artigos esportivos também anunciou doações para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Fundação para o Desenvolvimento da Juventude da China, hospitais na Coreia do Sul e à Cruz Vermelha.

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