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Cortado da seleção do Chile, Valdivia rebate técnico

Por Da Redação 10 nov 2011, 14h59

Por AE-AP

Santiago – Um dia depois de ser cortado da seleção do Chile ao lado de outros quatro jogadores por ato de indisciplina, o meia Valdivia rebateu, nesta quinta-feira, em Santiago, o técnico Claudio Borghi, que acusou o jogador de ter se apresentado à concentração da equipe nacional em “estado inadequado”, durante a madrugada da última quarta.

Por causa do episódio, o meio-campista do Palmeiras ficará fora dos confrontos que os chilenos farão contra Uruguai, nesta sexta-feira, e Paraguai, na próxima terça, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014. Além de Valdivia, Arturo Vidal, Jean Beausejour, Carlos Carmona e Gonzalo Jara foram os outros cortados dos duelos.

Valdivia admitiu nesta quinta que ele e seus companheiros consumiram álcool na festa de batizado do seu filho, assim como chegaram 45 minutos depois do horário combinado, antes de chegar à concentração da seleção do Chile. Porém, negou a versão apresentada por Borghi para justificar o corte dos jogadores.

“Não estamos dizendo que não bebemos no batizado do meu filho, mas não chegamos em um estado inadequado e indefensável”, garantiu o jogador, durante entrevista coletiva realizada no Sindicato dos Jogadores Profissionais do Chile, na qual esteve acompanhado por Beausejour, Carmona e Jara. Vidal não esteve presente porque seu clube, a Juventus, ordenou que ele voltasse para a Itália.

Beausejour, que leu um comunicado em nome dos jogadores, admitiu, porém, que eles falharam ao chegar atrasados na concentração. “Não estamos ignorando o erro no sentido de termos chegado 40 minutos mais tarde. Situação que não é aceitável, pela qual pedimos desculpas públicas”.

Os jogadores punidos por Borghi ainda desmentiram algumas versões da imprensa chilena que dão conta de que eles foram severamente criticados pelos seus companheiros da seleção, especialmente pelo atacante Alexis Sánchez, do Barcelona, pelo ato de indisciplina. Os atletas ainda disseram que “lamentam” as declarações feitas pelo treinador e o acusaram de ter “se afastado de critérios profissionais” durante o processo que resultou nos cortes. Porém, eles se negaram a explicar essa última afirmação.

Borghi, entretanto, alegou na última quarta que os jogadores “não podiam se defender” quando chegaram à concentração do Chile, em uma clara referência ao estado de embriaguez dos atletas. O treinador ressaltou que eles “não se viam em boas condições” e disse “não ter ideia” de quais bebidas os atletas tomaram.

O tribunal disciplinar da Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP), entidade que comanda a seleção chilena, ainda vai decidir qual será a punição pelo ato de indisciplina dos jogadores.

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