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Corredores têm até quinta para retirar kits da São Silvestre

Neste ano, interdições de vias para a prova vão começar mais cedo na capital

Por Da Redação 29 dez 2010, 07h38

Os participantes da corrida de São Silvestre têm até quinta-feira para retirar os kits para a prova, que são entregues no Ginásio Mauro Pinheiro, em São Paulo. A distribuição será feita das 9 às 19 horas nesta quarta e das 9 às 17 horas na quinta. Assim como nos anos anteriores, o material não poderá ser retirado no dia da prova. A 86.ª edição do evento ocorre nesta sexta-feira, dia 31, a partir das 16h30.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da capital paulista já informou que, neste ano, a interdição das vias próximas ao percurso vai começar mais cedo, a partir da 1 hora do dia 31 – em 2009, por exemplo, as interdições tiveram início somente às 10 horas. Os trabalhos começarão pela interdição da Avenida Paulista, sentido Paraíso/Consolação, entre as ruas Teixeira da Silva e Peixoto Gomide. Com exceção da Alameda Campinas, estarão liberadas as vias que cruzam a Paulista. Confira o mapa completo das interdições no site da CET.

“Todas essas mudanças foram feitas para promover a segurança e o conforto do corredor e público espectador. O Comitê Organizador da São Silvestre e do Réveillon, em conjunto com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e Polícia Militar, estudaram todas as alternativas de fluxo da região com critérios baseados na segurança do público, circulação, suporte médico durante a prova, acesso do público ao Réveillon e todo o processo de transição das pessoas da São Silvestre para o Réveillon”, afirmou Thadeus Kassabian, diretor de operações da São Silvestre.

Neste ano, o material para os corredores conta com uma série de novidades. A principal delas será a inclusão de um chip descartável que tem como objetivo aumentar a rapidez na dispersão dos corredores na chegada da prova e oferecer maior segurança aos 21.000 participantes. Além do chip descartável, o kit contém número de peito, guia de informações do atleta, manual do corredor e medalha de participação.

Atletas – Principais candidatos a vencer a prova, os quenianos James Kwambai e Alice Timbilili desembarcaram na terça em São Paulo sem alarde. Desconhecidos do grande público, os dois atletas ainda tiveram de esperar por quase 1 hora no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), até que alguém da organização da prova os recepcionasse, após 14 horas de voo desde Doha, no Catar.

As esperanças de vitória brasileira na São Silvestre deste ano parecem mesmo se concentrar em Marilson Gomes dos Santos, bicampeão da prova (2003 e 2005) e da Maratona de Nova York (2006 e 2008). O brasileiro com o segundo currículo mais expressivo, o mineiro Franck Caldeira, não se considera dentro do bloco dos favoritos.

“Já avisei à diretoria do Cruzeiro (seu clube) que a vitória na São Silvestre neste ano é impossível. Sou um atleta que tem os pés no chão e avalio que vencer essa prova é consequência de um trabalho bem feito ao longo de todo o ano e 2010 para mim foi perturbado”, afirmou o corredor, que perdeu a mãe recentemente.

Fiel escudeiro de Marilson, o técnico Adauto Domingos é enfático ao explicar o motivo de seu pupilo ter escolhido correr a Corrida de São Silvestre, em São Paulo, mesmo depois do desgaste da Maratona de Nova York, disputada em novembro: “Se o Marilson não tivesse condições de entrar para ganhar, não entraria. Ganhar ou perder, é do esporte. Mas ele tem chances reais de vencer”. Adauto nega, portanto, qualquer tipo de pressão por parte de patrocinadores ou de seu clube, a BM&F Bovespa, para que o principal fundista do país disputasse a corrida da próxima sexta-feira. Marilson estava ausente da prova desde 2005, ano em que conquistou o bicampeonato. “Já chegamos a desistir de correr dias antes da prova porque ele sentiu alguma lesão (em 2006 e 2008)”.

(Com Agência Estado)

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