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Corinthians e família de torcedora morta no centenário negociam acordo

Por Da Redação 3 fev 2012, 08h17

O Corinthians e a família de Amanda Ferraz Geremias, atropelada de forma fatal pelo ônibus que transportava a delegação do clube após a festa pelo Centenário no Vale do Anhangabaú, negociam um acordo de indenização. As duas partes participaram de uma audiência de conciliação na última quinta-feira.

Ana Maria Ferraz de Oliveira, mãe de Amanda, compareceu ao lado de Andreia, Anderson e Alexandre Ferraz Eduardo, meio-irmãos da vítima. Já o Corinthians foi representado por Denis España. Ao final do encontro, o advogado do clube se disse impedido de conceder entrevista, mas adiantou que há interesse em chegar a um acordo.

A família de Amanda, representada pelo escritório Salgado Junior Sociedade de Advogados, pleiteia uma indenização de R$ 6.524.562,00 por danos morais e materiais. Ainda que esteja disposto a fazer um acordo, o Corinthians considerou o valor excessivamente elevado.

Desta forma, os familiares de Amanda e seus advogados farão uma reunião na próxima semana para discutir o assunto e elaborar uma nova proposta, que será repassada ao clube. Os parentes da vítima se mostraram dispostos a reduzir a pedida e o acordo tem boas chances de sair, provavelmente por um valor inferior a R$ 200 mil.

O Corinthians realizará eleições presidências no próximo dia 11 de fevereiro. De acordo com o representante da família, Denis España garantiu que a possibilidade de entrar em acordo independe do vencedor da disputa entre os candidatos Mario Gobbi e Paulo Garcia.

‘Eu diria que o acordo está encaminhado, já abrimos uma janela para que ele possa acontecer. Depois da nossa reunião com a família, vamos entrar em contato com o Corinthians e lançar uma nova proposta para tentarmos chegar a um meio termo antes da audiência de instrução’, disse Correia.

Amanda Ferraz Geremias morreu aos 21 anos. Mais do que torcer pelo Corinthians, a garota gostava de jogar futebol e chegou a fazer um teste na Portuguesa. Sem sucesso nos gramados, pretendia apostar na carreira de jogadora de futsal e treinava em um time de Taboão da Serra. Por sua habilidade e semelhança com o atual camisa 10 do Flamengo, era chamada de Ronalda.

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