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Copa no Catar: vice da Fifa diz que atletas são prioridade

Cartola garante que definição sobre 2022 deve proteger saúde dos jogadores

Por Da Redação 12 set 2013, 16h55

O presidente da Concacaf, Jeffrey Webb, um dos atuais vice-presidentes da Fifa, defendeu nesta quinta-feira, na sede da entidade, em Zurique, na Suíça, que o bem-estar dos atletas é o principal fator a ser levado em conta na discussão sobre a mudança da data da Copa do Mundo de 2022, que será realizada no Catar. Por causa do forte calor durante o verão do país – com temperaturas alcançando até 50 graus -, a Fifa agora estuda mudar a competição para o inverno, o que incomoda os grandes clubes europeus. “Se algo não é bom para os jogadores, não é bom para o jogo”, resumiu Webb.

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A decisão sobre o assunto deverá ser tomada apenas na próxima reunião do Comitê Executivo da Fifa, marcada para os dias 3 e 4 de outubro. “Existe muita preocupação. Um grande número de pesquisas já foi feito. Então, vamos sentar e ouvir os especialistas”, disse o cartola Webb. O Catar, ciente dos problemas causados pelas altas temperaturas, prometeu construir estádios climatizados para os jogos da Copa. Mesmo assim, os médicos consultados pela Fifa manifestaram suas preocupações com relação à saúde dos jogadores e torcedores no Mundial.

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A alteração da data parece ser a melhor saída para resolver o impasse, mas a Copa no inverno do Catar não é bem vista por todos, já que a mudança inédita traria problemas no ajuste dos calendários nacionais. Essa é apenas uma das muitas polêmicas que cercam a realização do Mundial no país. A revista France Football acusou o Catar de comprar votos para ser escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2022. Em 2011, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, admitiu que havia dito em um e-mail enviado para Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa, que o país realmente “comprou” a Copa.

(Com Estadão Conteúdo)

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