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Copa chega em boa hora, afirma economista Ilan Goldfajn

Em artigo para a revista Placar, ele mostra que há motivos para crer no impacto positivo do Mundial na economia. Basta aproveitar os lances na hora certa

“Realização do Mundial pode ser gatilho para tornar realidade projetos que estavam há anos em discussão”

Depois de crescer vigorosamente entre 2004 e 2010, a economia brasileira começou a desacelerar. Durante os anos de expansão, a taxa de desemprego caiu, consumiu-se mais energia elétrica e ocuparam-se intensamente os espaços urbanos e a infraestrutura instalada. Mas houve menos sucesso na ampliação da capacidade de produção e no aumento da produtividade. Agora há sinais de esgotamento da capacidade produtiva, o que pode reduzir o crescimento potencial do país.

A Copa do Mundo da Fifa vem em boa hora. Os investimentos em mobilidade urbana, aeroportos, portos, telecomunicações, segurança e energia que acompanham o megaevento são fundamentais para o país retomar a capacidade de crescer no longo prazo. Por causa disso, a Copa tende a ter um impacto econômico maior e mais importante no Brasil do que em sedes anteriores, como Alemanha (2006), Coreia do Sul e Japão (2002) e França (1998), países com menor necessidade de infraestrutura adicional.

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Ilan Goldfajn (Haifa, Israel, 1966, naturalizado brasileiro), economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco, foi diretor de política econômica do Banco Central

Leia o artigo na íntegra no site de Placar