Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Copa: atuação do TCU já impede desperdício de R$ 600 mi

Fiscalização nas obras evitou gastos excessivos em estádios e outros projetos para 2014. No Maracanã, por exemplo, a economia foi de quase 100 mi de reais

Por Da Redação 17 abr 2013, 11h57

Atualmente, os gastos previstos para a realização da Copa de 2014 estão estimados em 25,6 bilhões de reais, sendo 7 bilhões relacionados à construção de estádios

A atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) na fiscalização dos projetos de estádios, mobilidade urbana, aeroportos, portos e telecomunicações para a Copa do Mundo de 2014 já provocou uma economia de pelo menos 600 milhões de reais para os cofres públicos, mostra levantamento divulgado nesta quarta-feira pela ONG Contas Abertas. Os dados foram revelados no último relatório sobre a Copa produzido pelo TCU. Até o fim do ano passado, o valor era de 500 milhões de reais. O montante economizado até agora é referente à fiscalização tanto dos contratos como da realização dos empreendimentos. A ação do tribunal inclui a redução de 97,4 milhões de reais no orçamento da reforma do Maracanã e de 86,5 milhões na reconstrução da Arena Amazonas. Mas a tentativa de conter o desperdício não se limita aos estádios – em outra frente, o exame nos editais de licitação dos aeroportos e dos portos para as cidades-sede propiciou economia de 400 milhões. “Isso sem paralisar as obras, em um trabalho preventivo, cujo objetivo é evitar irregularidades antes da sua consumação”, afirma o relatório.

Leia também:

Com mais um prazo ignorado, Fifa, assustada, vai à capital

Brasília: um monumento bilionário ao desperdício na Copa

Continua após a publicidade

A jogada mais ousada de Ronaldo, o dono da bola no país

Copa dá arenas a quem não precisa e ignora quem as quer

Prepare o bolso: os elefantes brancos estão à solta no país

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga Veja Esporte no Twitter

Nesse primeiro ciclo, foram definidos os principais projetos de infraestrutura para 2014: doze estádios, 53 iniciativas em mobilidade urbana e mais trinta projetos em treze aeroportos e sete em portos. O segundo ciclo, que conta com projetos de infraestrutura de suportes e serviços, deveria ter sido concluído em 2011. Até agora, porém, apenas três pontos já estão definidos: segurança, infraestrutura turística, telecomunicações e tecnologia da informação. Outros temas, como energia, saúde, sustentabilidade ambiental, e promoção e comunicação do país, ainda estão em processo de discussão. O terceiro ciclo de planejamento, que tinha previsão de início para 2011, ainda está com todos os temas em discussão. Ele se refere a iniciativas de malha aérea, operação aeroportuária e portuária; transporte e mobilidade urbana; fornecimento de energia; saúde, prevenção e pronto-socorro; e estruturas temporárias para a Copa. A atuação do TCU em relação à Copa foi iniciada em 2009, quando foram apuradas irregularidades no processo de abertura de licitação, pelo Ministério dos Esportes, para prestação de “Serviço de Apoio ao Gerenciamento” da Copa do Mundo.

Continua após a publicidade
Publicidade