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Conversa me levou a chamar atletas da NBA, diz técnico

Por Marcius Azevedo

São Paulo – O técnico Rubén Magnano apontou a confiança com que saiu de conversas que teve com Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa como fundamentais para que decidisse pela convocação de ambos para a Olimpíada. Os dois jogadores ficaram fora do Pré-Olímpico após alegarem razões pessoais e eram as principais dúvidas para o grupo que vai defender o Brasil no torneio de basquete dos Jogos de Londres.

“A primeira coisa é o bate-papo que tive com eles em Denver e Toronto. Uma conversa que só eu e eles conhecemos. Essa conversa me levou a dar uma nova chance a eles”, disse Magnano, nesta quinta-feira, após revelar a lista de convocados, mas sem explicar os detalhes do encontro.

“São coisas pessoais. Vocês devem confiar que se tomei essa decisão, foi porque avaliei bem, em um momento que se tornou delicado. Infelizmente, a polêmica foi tratada como mais importante do que a vaga olímpica”, completou. “Se eu não confiasse em um jogador, não convocaria”, acrescentou. “Não posso falar do que aconteceu antes de 2010”.

Magnano rejeitou, porém, que Nenê tenha status de jogador fundamental para o sucesso do Brasil na Olimpíada de Londres. “Fundamental, sempre, é a equipe. Se ele estiver na equipe, vai ser fundamental para o time. Nenhum nome está acima disso, mas conheço a capacidade que ele tem. É um jogador de alto nível”, comentou.

O treinador revelou que já havia tomado a decisão de convocar Leandrinho e Nenê há algum tempo. “Disse anteriormente que ia tomar as melhores decisões para o Brasil. Estamos diante de dois grandes jogadores. Na minha cabeça, é claro que não decidi ontem, já tinha resolvido, apenas não falei antes”, explicou.

O técnico da seleção reconheceu que Rafael Hettsheimer, que sofreu uma grave lesão no joelho, deve ser cortado da lista de convocados. “Acho que não vamos ter a possibilidade de contar com ele na preparação. Acho que vai ter que fazer uma cirurgia, o que praticamente o afasta da equipe”, lamentou.

Magnano também tratou de exaltar a vontade demonstrada por Larry Taylor para defender o Brasil e lembrou que o norte-americano, que se naturalizou, ajudou no ano passado na preparação da equipe para o Pré-Olímpico. “Sem dúvida. Esse comportamento me deixou muito contente. Além disso, ele jogou muito bem durante esta temporada”, disse.

Ao avaliar as chances de medalha do Brasil na Olimpíada, Magnano tergiversou e apenas apontou o favoritismo de Estados Unidos e Espanha. “Acontece coisas dentro dos jogos, inesperadas, mas acho que Estados Unidos e Espanha são candidatos muito fortes ao ouro. Embaixo estão todos em uma situação muito parelha, inclusive nós. Isso vai variar até o inicio do torneio. Sofremos essa adversidade do Rafael. Outros também esta sofrendo”, avaliou.