Concacaf rejeita plano da Fifa de reestruturação comercial, com abertura a investidores privados
Proposta de Gianni Infantino, presidente da entidade, envolvia a criação de uma subsidiária, com 20% de seu total à venda
As 41 federações filiadas à Concacaf rejeitaram por unanimidade nesta quinta-feira, 30, o plano da Fifa de vender uma participação nas operações comerciais da Copa do Mundo. A polêmica proposta foi discutida em uma reunião dos presidentes das federações dos países que compõem a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).
“Os membros manifestaram profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer revisão ou aprovação pelos órgãos dirigentes da Fifa”, afirmou a organização em um comunicado. A ideia também foi rechaçada pela União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), que argumentou que o futebol “não está à venda”.
O plano proposto pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, envolvia a criação de uma subsidiária para as operações da Copa do Mundo, e a venda de cerca de 20% dessa empresa para acionistas. O projeto traria às federações um ganho de até US$ 20 bilhões.
A proposta também atraiu polêmica por uma data limite imposta pelo presidente às federações que compõem a Fifa. Infantino teria dado 53 dias para que a decisão fosse tomada sobre a aceitação ou não do projeto, e quem não aceitasse a venda das participações teria lucro reduzido caso a proposta fosse aprovada. Além disso, ganhou destaque a relação entre a Thrive Capital, gestora de investimentos que apoia a proposta e é liderada por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, que nutre uma relação próxima com o presidente da Fifa.
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