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Como em 1950, o Brasil vai a São Januário antes da final

No estádio do Vasco da Gama, seleção faz um treino leve e treina penalidades às vésperas da decisão da Copa das Confederações, contra a Espanha, no Rio

Paulinho e Thiago Silva foram poupados mas têm escalação confirmada para domingo. A equipe treinou cobranças de pênaltis – com ótimo aproveitamento

Em uma coincidência capaz de tirar o sono dos supersticiosos, a seleção brasileira repetiu a programação do time que se preparava para disputar a final do Mundial de 1950 e fez, nesta sexta-feira, em São Januário, seu penúltimo treinamento antes de pegar a Espanha na decisão da Copa das Confederações. Mas as semelhanças param por aí. Enquanto há seis décadas as dependências do estádio do Vasco da Gama foram tomadas por uma multidão que não deu descanso aos atletas – maratona de paparicação que passaria para a história como uma das causas do fatídico Maracanazo -, desta vez os torcedores ficaram apenas do lado de fora dos portões da Cruz de Malta, revezando-se entre os cânticos de apoio à seleção e as reivindicações (não atendidas) pela abertura dos acessos.

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Diante das arquibancadas vazias – e sem Paulinho e Thiago Silva, que foram poupados mas têm escalação confirmada para domingo -, Felipão comandou um treinamento leve. Enquanto os reservas se divertiam em um descontraído coletivo de dois toques em campo reduzido, os titulares faziam exercícios físicos. Ao final, houve uma sessão de cobrança de pênaltis. E os batedores tiveram excelente aproveitamento, sob a bênção da estátua de Romário, posicionada atrás do gol onde o atacante marcou aquele que, por sua contagem, foi seu milésimo tento, em 2007.

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Mas enquanto a escultura em tamanho natural do tetracampeão conseguiu acompanhar de camarote toda a atividade do time canarinho, um grupo de cerca de cem torcedores, em sua maioria estudantes, ficou sem ver seus ídolos, apesar dos insistentes apelos ao técnico. Na verdade, Felipão declarou na semana passada que gostaria de abrir os treinos, para aproximar o torcedor da equipe; no entanto, a ideia foi vetada pela Fifa. De qualquer forma, na antiga praça de esportes de São Januário, nem mesmo a rigorosa fiscalização da engravatada equipe da entidade máxima do futebol mundial pode assegurar a inviolabilidade dos portões. Antes do início da atividade, um dos porteiros do estádio avisava o outro: “Você sabe que toda regra tem uma exceção. Então, se o seu Peralta aparecer, pode liberar.”

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