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Comitiva brasileira tenta minimizar presença de Obama na eleição da sede

Por Da Redação - 29 set 2009, 18h03

Faltando três dias para a eleição da sede dos jogos olímpicos de 2016, a comitiva da candidatura do Rio de Janeiro mostra-se preocupada em minimizar a participação no evento do presidente americano Barack Obama, que confirmou presença em Copenhague na sexta-feira, o que pode ser visto como um ponto favorável à candidatura de Chicago.

“Eu não entendo o que poderia ocorrer de mudança na campanha. E nós temos um presidente que é a grande ponte entre os hemisférios Norte e Sul. E aqui também vai estar o rei Juan Carlos, da Espanha, o primeiro-ministro japonês. A presença do Obama só vai valorizar o evento”, declarou o governador do Rio, Sergio Cabral.

Pelé, que integra a comitiva brasileira, destacou que “o Rio não compete com Obama” e disse que a figura do presidente americano não fará diferença na escolha da sede. “Se eles têm Obama, nós temos Lula, nós temos Pelé”, afirmou ele, que está na Dinamarca desde segunda-feira.

Irregularidade – Atentos a cada passo da candidatura americana, nesta terça-feira, o grupo brasileiro comunicou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) uma suposta violação de regras cometida por Chicago. Em uma entrevista, o prefeito, Richard Daley, teria criticado a candidatura carioca, citando inclusive o fato da cidade já ter sido beneficiada ao ser escolhida como uma das sedes para a Copa do Mundo de 2014.

As normas do COI proíbe as candidatas de falarem sobre as rivais. “Normalmente em uma campanha sai alguma coisa e a Comissão de Ética apura”, explicou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da candidatura do Rio, Carlos Arthur Nuzman.

Concorrentes – A eleição para sede da Olimpíada de 2016 ocorrerá nesta sexta-feira. Rio, Chicago, Madri e Tóquio estão na disputa. Madri, candidata pela segunda vez consecutiva após ter perdido a disputa pelos Jogos de 2012, tem como desvantagem o fato de que dentro de três anos Londres, outra cidade europeia, vai sediar a Olimpíada. Já Tóquio também sai prejudicada pela proximidade com Pequim-2008.

O Rio, por sua vez, lembra que o COI ainda não realizou um evento olímpico na América do Sul e afirma que o comitê tem uma “dívida” com a região. “Nós temos algumas razões para acreditar não apenas no Rio, mas na América do Sul, porque nós nunca tivemos a Olimpíada”, ressaltou Pelé.

(Com agências France-Presse e Estado)

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