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Comerciais do Super Bowl: as novidades e os filmes mais icônicos

Ao custo de milhões de dólares por 30 segundos na TV, empresas tentam atrair a atenção do público nos intervalos da final da liga de futebol americano

ATLANTA (EUA) – Na sociedade que levou o capitalismo ao extremo, não surpreende que os anúncios que serão televisionados durante a transmissão do Super Bowl, a grande final da liga de futebol americano (NFL), ganhem tanto destaque durante os dias que antecedem o evento. Além disso, as cifras impressionam, um anúncio de 30 segundos entre uma jogada e outra pode custar mais de 5 milhões de dólares. VEJA prepara uma lista dos destaques das peças publicitárias que serão veiculadas na TV americana durante o jogo deste domingo, 3, entre Los Angeles Rams x New England Patriots, além daqueles comerciais que fizeram história e foram adaptados e replicados no mundo todo.

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Serena Williams dá o primeiro passo

Apesar da polêmica relacionada à final do último Aberto dos Estados Unidos, quando a tenista americana Serena Williams foi duramente criticada por seu comportamento em quadra, o aplicativo de namoro Bumble escolheu a atleta para ser a estrela de sua campanha. A ousadia e força de Serena foram elementos exaltados na peça publicitária, que reforça as conquistas recentes do movimento feminista e coloca as mulheres em posição de decidirem sobre seu destino, inclusive no que diz respeito a sua vida amorosa. O único fato curioso é que para um app de namoro a empresa escolheu justamente uma mulher “fora do mercado” (Serena é casada com o empresário Alexis Ohanian, com quem inclusive já tem uma filha: Alexis Olympia)

Política em baixa

Se nos últimos anos muitas empresas tomaram uma posição contra as opiniões do presidente recém-empossado dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2019 a política praticamente ficou de fora dos comerciais do Super Bowl. A Budweiser, uma das patrocinadoras do evento, inclusive, havia feito em 2017 uma ode a origem estrangeira de seus fundadores, claramente uma crítica às decisões de Trump sobre a política imigratória do novo governo. Este ano, a empresa decidiu ignorar o tema e ressaltou sua estratégia em prol do meio-ambiente: ao som de Bob Dylan, o anúncio fala sobre o uso de energia eólica na produção de suas cervejas.

Cãezinhos em alta

Além do dálmata usado pela Bud em seu comercial, outras marcas decidiram incluir um protagonista canino em suas peças, outra demonstração de que a temática desse ano será mais focada em mensagens leves e positivas do que em duras críticas sociais. Um dos anúncios mais engraçados é o da loja virtual Amazon, que convidou o ator americano Harrison Ford e seu buldogue francês a promoverem a assistente pessoal da marca, Alexa.

Inclusão também é pauta

As empresas de tecnologia geralmente aproveitam os intervalos do Super Bowl para anunciar novos produtos, ou apenas demonstrarem sua força criativa (como no icônico comercial da Apple em 1984, supervisionado de perto por Steve Jobs). A Microsoft, empresa de tecnologia fundada por Bill Gates, decidiu “inovar” e trouxe como protagonistas uma série de crianças nasceram com malformações congênitas e que agora podem jogar videogames em igualdade de condições graças a um novo controle especial criado pela empresa. Os depoimentos são emocionantes, portanto, é melhor separar o lenço de papel antes de iniciar o vídeo.

Estrelas da música, um clássico

Um dos maiores clichês das propagandas durante o Super Bowl é a participação de estrelas da música. Ano após ano, porém, os clipes publicitários musicais são irresistíveis. O fabricante do salgadinho Doritos convidou a banda teen Backstreet Boys, que dominou a música pop no final da década de 1990 e início dos anos 2000, para apresentar uma nova versão de seu hit “I Want In That Way”. Sem se esquecer dos ouvidos mais jovens, a marca convidou o artista Chance the Rapper para, digamos, atualizar a música: ele incluiu algumas linhas e sua batida mais moderna do hino pop do século passado.

E por fim: sessão nostalgia

O Super Bowl está em sua 53ª edição, ou seja, são centenas de inserções comerciais em mais de meio século de transmissões pela televisão. Abaixo listaremos alguns dos comerciais mais lembrados e que foram exibidos durante os intervalos da final do campeonato de futebol americano.

1984, da Apple:

A nova lata de Pepsi, com a modelo americana Cindy Crawford, em 1992:

A Coca-Cola e o garotinho (comercial adaptado ao público brasileiro com Zico), de 1979:

Quer saber a origem do nome do aplicativo WhatsApp? Assista a esse comercial da Budweiser de 2000:

O Darth Vader mirim da Volkswagen, de 2011: