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Com suplentes em alta, Felipão busca 1ª vitória no exterior

Amistoso com Portugal, em Boston, é mais uma chance para que os reservas garantam uma vaga no grupo - e oportunidade para time mostrar força lá fora

“Temos de jogar todos os amistosos como se valessem três pontos. Nós não temos Eliminatórias. Cada partida é importante para a Copa do Mundo”, diz Felipão

Desde a volta do técnico Luiz Felipe Scolari, a seleção brasileira tem um retrospecto irregular: jogando no país, é imbatível e mostra grande futebol; atuando no exterior, ainda não venceu e tem feito apresentações decepcionantes (excluindo-se a partida contra a Bolívia, disputada com um time misto num encaixe de datas do calendário da CBF). Felipão terá uma boa chance para quebrar essa sequência e voltar a vencer com a equipe nacional fora do país na noite desta terça-feira, em Boston, no amistoso com a seleção de Portugal, que chega para o duelo desfalcada de seu principal jogador, Cristiano Ronaldo. O grupo de Scolari também está muito desfalcado, mas o técnico não está nada preocupado com isso: no último amistoso, no sábado, com a Austrália, em Brasília, os suplentes fizeram um ótimo trabalho e deram ainda mais confiança à equipe a menos de um ano para a Copa do Mundo.

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No jogo desta terça, marcado para as 22 horas (de Brasília), Felipão contará com a volta de um dos titulares da conquista da Copa das Confederações: o meia Oscar, que entra na vaga de Bernard, aprovado com louvor no encontro com os australianos. “Ele foi bem demais”, disse Felipão, no sábado, sobre o jovem que brilhou no Atlético-MG. “É um jogador versátil, que pode atuar pela esquerda ou direita, com velocidade e com consciência tática.” Ramires, outro reserva aprovado no Mané Garrincha, deve ter mais uma chance nesta terça. “Ele é muito rápido e ágil. Ele chega na frente e em dez segundos já está recompondo o sistema de marcação. Posso usá-lo como volante, como meia… É um jogador moderno e muito útil”, comemorou o treinador. Com uma equipe motivada – afinal, muitos ainda precisam se firmar de vez no grupo -, Felipão espera quebrar a série de resultados ruins fora do país (empates com Itália e Rússia e derrotas para Inglaterra e Suíça).

‘Segunda pátria’ – O jogo desta terça também será especial para Felipão por outro motivo. “Eu tenho cidadania italiana, mas considero Portugal minha segunda pátria. Vou sentir o mesmo aperto no coração que senti quando dirigia Portugal e enfrentei o Brasil. Vivi seis anos lá”, disse o treinador na segunda, depois do último treino antes do amistoso. Será a primeira vez que Felipão vai enfrentar a seleção que dirigiu no período entre 2003 e 2008. Nesta passagem, foi vice-campeão da Eurocopa de 2004. Nos confrontos contra o Brasil, Felipão leva vantagem com um empate e duas vitórias. Além das conquistas profissionais, Felipão também cita os laços de amizade e família. Seu filho é casado com uma portuguesa e ele mantém contato com dirigentes e jogadores de Portugal. “Conheço 90% do grupo. Quase todos já trabalharam comigo. Será muito bom reencontrá-los, conversar antes e depois do jogo”, disse o treinador.

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O clima de amizade, no entanto, vai terminar quando o árbitro apitar o início do jogo. Felipão considera a partida importante para a preparação da seleção. Com apenas cinco partidas na temporada, o técnico sabe que não há muito tempo para definir o grupo que vai à Copa. “Temos de jogar todos os amistosos como se valessem três pontos. Nós não temos Eliminatórias. Cada partida é importante para a Copa do Mundo”, afirmou. Felipão lamentou a ausência de Cristiano Ronaldo. Depois de marcar três gols na vitória portuguesa sobre a Irlanda do Norte, na última sexta, o atacante sofreu uma tendinite e foi poupado do jogo. “Seria importante que ele jogasse para testar nosso setor defensivo. Ele é um jogador extraordinário e, com certeza, traria dificuldades. Sua ausência pesa: é a mesma coisa que tirar o Neymar da nossa seleção.”

(Com Estadão Conteúdo)