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Com medo de vaias, Dilma não vai ao Maracanã no domingo

Preocupada com acirramento dos ânimos e aconselhada por auxiliares, presidente entendeu que seria uma exposição desnecessária ir à final da Copa

Por Da Redação 29 jun 2013, 10h45

Depois das manifestações que tomaram as ruas nas últimas semanas, a presidente Dilma Rousseff decidiu não comparecer, neste domingo, ao jogo entre Brasil e Espanha, na final da Copa das Confederações. A ideia inicial de Dilma era ir ao Maracanã, apesar de ter recebido muitas vaiaa, em Brasília, na abertura da competição, no estádio Nacional (Mané Garrincha).

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Preocupada com o acirramento dos ânimos e aconselhada por auxiliares diretos, a presidente entendeu que seria uma exposição desnecessária ir ao Maracanã onde o público poderia ser hostil à sua presença, repetindo as vaias da abertura do torneio. Em 2007, o seu padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi vaiado no Maracanã, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

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Não havia uma justificativa oficial para a mudança de planos da presidente, apesar de ela estar trabalhando no texto das perguntas para o plebiscito, na elaboração das regras para contratação dos médicos estrangeiros e se preparando para uma reunião ministerial.

Intimidação – No dia seguinte às vaias em Brasília, os auxiliares diretos asseguraram que a presidente não se intimidaria e estaria presente na final. Mas a ampliação dos protestos, principalmente em volta dos estádios, a fez mudar de ideia. Depois de ficar atônita com as crescentes manifestações, a presidente passou as duas últimas semanas se reunindo com interlocutores de vários segmentos para preparar uma reação do governo.

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A presença no Maracanã neste domingo chegou a entrar na previsão de agenda da presidente Dilma, mas sumiu do sistema de informações. Os assessores que viajam para verificar as condições da cidade a ser visitada pela presidente nem chegaram a ser acionados. Na noite de sexta-feira, a informação oficial era que Dilma não iria ao Rio.

Em fevereiro, quando esteve na Nigéria, a presidente Dilma chegou a desejar boa sorte à seleção local e afirmou: “Asseguro que sua seleção será muito bem recebida no Brasil, em junho, para a Copa das Confederações. Tenho certeza que o presidente Goodluck Jonathan e eu assistiremos juntos à final Brasil e Nigéria no Maracanã.”

Copa das Confederações
Copa das Confederações VEJA

(Com Estadão Conteúdo)

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