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Com fotos da infância de Senna, mãe quebra silêncio e presta homenagem

O dia 1º de maio marcou 25 anos da morte do ídolo; Neyde Senna não se pronunciava publicamente desde 2004

Por Da Redação - Atualizado em 2 maio 2019, 07h16 - Publicado em 2 maio 2019, 01h36

Em razão da data que marcou os 25 anos da morte de Ayrton Senna, nesta quarta-feira 1º, Neyde Senna da Silva, a mãe do ex-piloto, gravou um depoimento relembrando sua convivência com o filho, tricampeão mundial da Fórmula 1.

O vídeo foi publicado pelo canal de Youtube Senna TV, com fotos da infância e da trajetória do ídolo no automobilismo. Junto com a publicação, o Instituto Ayrton Senna lançou a hashtag #MeuAyrton nas redes sociais, com uma pergunta aos fãs: “qual é o seu Ayrton?”

Neyde Senna não se manifestava publicamente sobre a morte do filho desde 2004, quando concedeu entrevista ao programa Globo Repórter.

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Confira a íntegra do discurso de Neyde Senna:

“Ele precisava mais. Ele queria emoção. Ele queria movimento, queria sentir. Ele desafiava a si mesmo. Não era com os outros, era com ele mesmo. Era uma necessidade dele de cada vez fazer melhor, cada vez buscar uma situação inédita, de que ele teria condição de fazer aquilo. Ele era irrequieto, mas era educado ao mesmo tempo. Tanto que as pessoas gostavam dele, apesar de ele ser assim.

Ele não parava. Estava sempre mexendo em alguma coisa ou fazendo alguma coisa. Quando eu saía com ele, tinha que segurar as duas mãos dele, senão ele derrubava tudo. Ele era meigo, era dócil. Ele lembrava de detalhes para gente. Ele pegava uma flor e me trazia, sem ninguém falar nada para ele.

Ele era assim, meigo, muito meigo com as pessoas. Ele não nasceu sabendo. Tudo o que ele fez, ele fez com o mérito dele, de fazer, de ir atrás. Ele batalhava mesmo para conseguir o que ele queria. Ele não tinha medidas para parar. Ele foi sempre muito companheiro meu, desde pequeno. É muito forte, é. É uma saudade absurda. Ele me entendia, eu entendia ele muito, sem precisar falar muito. Havia muita ligação. Por tudo que eu vivi com ele. Ele foi um iluminado”. 

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(Com Gazeta Esportiva)

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