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Com Fonte Nova protegida, polícia tenta manter o controle

A duas horas do jogo, manifestantes não tinham chegado à região do estádio

Por Davi Correia, com fotos de Ivan Pacheco, de Salvador 22 jun 2013, 14h25

“Estamos com dificuldade para diferenciar os manifestantes dos vândalos. Nossa orientação é deixar o movimento prosseguir o máximo que for possível, mas sem afetar o perímetro de segurança da Fonte Nova”, disse policial

Grupos de manifestantes aproveitaram a atenção concentrada sobre Salvador por causa do jogo entre Brasil e Itália, neste sábado, às 16 horas (de Brasília), na Arena Fonte Nova, para protestar contra a corrupção e os gastos excessivos nas obras para a Copa das Confederações e o Mundial do ano que vem. As passeatas também aconteceram nos dois últimos jogos da seleção brasileira, em Brasília e Fortaleza. Desta vez, no entanto, no entorno do estádio o clima era de tranquilidade faltando duas horas para o início do jogo. Os torcedores chegavam sem problemas e não havia preocupação com insegurança. O principal obstáculo era o trânsito, ainda mais carregado do que de costume em função dos bloqueios de segurança em algumas vias e da movimentação de manifestantes pela cidade. Antes do início de um dos protestos, na Praça Campo Grande, por volta das 13 horas, a Polícia Militar conversava com os organizadores para tentar garantir que a demonstração fosse pacífica. Os participantes pediam a todos que vestiam máscaras que retirassem os adereços, que costumam ser usados pelos vândalos nas passeatas.

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Os policiais argumentavam que estavam no local para garantir a segurança dos manifestantes, que lamentavam o envolvimento “da minoria incontrolável que vai apenas para promover a baderna”. Antes mesmo do começo da marcha, os organizadores já temiam pela desfecho do protesto, marcado para o Shopping Iguatemi. “Nosso receio é que alguém tente levar nosso pessoal para a Fonte Nova”, dizia um dos líderes. A Policia Militar informou que a manifestação deste sábado parece ter proporções menores da que aconteceu na quinta-feira, quando vândalos destruíram parte da cidade. “Nosso objetivo é garantir a manifestação democrática dos que estão aqui”, disse o capitão Martins, responsável pela negociação com os manifestantes. “Estamos com dificuldade para diferenciar os manifestantes dos vândalos. Nossa orientação é deixar o movimento prosseguir o máximo que for possível, mas sem afetar o perímetro de segurança da Arena Fonte Nova.” O comércio perto da Praça Campo Grande já fechava as portas depois do meio-dia e os fogos de artifício dos manifestantes se confundiam com os dos festejos juninos.

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