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Com dois gols anulados contra Raposa, Muricy volta a reclamar da arbitragem

O próprio Muricy Ramalho se define como um técnico que não costuma reclamar dos desempenhos dos árbitros. Mas, após ver um pênalti duvidoso se marcado na vitória sobre o Avaí, na última quarta-feira, o treinador do Santos voltou a se irritar com a arbitragem do Campeonato Brasileiro.

Desta vez, Muricy criticou o juiz Francisco Carlos Nascimento, de Alagoas, que comandou a partida contra o Cruzeiro, neste sábado, na Vila Belmiro, anulando dois gols de sua equipe.

Além disso, o treinador não concordou com a penalidade assinalada a favor dos mineiros, no primeiro tempo. O árbitro entendeu que o volante do Peixe, Anderson Carvalho, cometeu falta no meia-atacante cruzeirense Montillo dentro da área, em disputa de bola. Na cobrança, o argentino, camisa 10 da Raposa, desperdiçou o pênalti, chutando a bola para fora.

‘Não gosto de falar mesmo porque quando você perde começam a dizer que você quer por culpa em árbitro e isso não é correto. E como ganhamos hoje (sábado) e já é o terceiro pênalti consecutivo contra a gente, tenho que falar: é um absurdo o que está acontecendo. E os dois gols anulados (de Edu Dracena e Borges) foram legítimos. Isso é absurdo também, ainda mais porque os lances foram na linha dele. Vão me desculpar mas a arbitragem foi mal pra caramba’, disparou Muricy Ramalho.

Irritado, o comandante alvinegro aproveitou para protestar mais uma vez, com relação a marcação dos zagueiros adversários ao atacante Neymar. Para Muricy, os árbitros tem sido complacentes com as faltas duras sofridas pela Joia a cada rodada do Brasileirão.

‘Não sou de repetir, só que os caras abusaram. Temos que falar um pouco para dar esse alerta. Do jeito que está não é legal. Há algum tempo todo mundo andava preocupado dizendo que o Neymar era ‘cai-cai’. Agora, ele vem ficando de pé, mas estão batendo direto. E os árbitros estão dando ‘aval’ para isso. E como ele não é de pipocar, vai para cima mesmo, estou preocupado. Não sei até quando ele vai aguentar’, encerrou.