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COI aprova os preparativos do Rio para os Jogos Olímpicos

Membros do comitê se dizem impressionados com agilidade das obras, mas se calam sobre o maior desafio das autoridades brasileiras: os aeroportos

Por Rafael Lemos 9 jun 2011, 18h18

Enquanto o atraso nas obras para a Copa do Mundo rende pesadas críticas da Fifa ao Brasil, o Rio de Janeiro obteve um entusiasmado aval dos membros da comissão de coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que encerraram nesta quinta-feira a vistoria anual para os Jogos Olímpicos, que acontecem apenas dois anos depois. Durante os três dias de visita, os membros do COI viram as obras do estádio do Maracanã, do Sambódromo, do BRT Transcarioca, na Barra, e conheceram a Estação de Tratamento de Rio Arroio Fundo, em Jacarepaguá. O diretor dos Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli, ignorou o problema dos aeroportos e ousou dizer que o Brasil está no caminho para ser uma das melhores cidades-sede já vistas.

“Não há uma competição entre as cidades-sede dos Jogos Olímpicos. Mas, se você me força a dizer isto, posso afirmar que o Brasil está na vanguarda da preparação olímpica, está num bom caminho”, afirmou Felli, em entrevista coletiva na qual o tom de oba-oba foi reforçado pelo prefeito Eduardo Paes, vascaíno doente e feliz da vida com a vitória de seu time, oferecendo camisas do cruzmaltino aos visitantes.

A presidente da comissão, Nawal El Moutawakel, elogiou o fato de o Rio de Janeiro ter concluído, a cinco anos do evento, o plano das instalações de todas as modalidades, com o anúncio na terça-feira da escolha do condomínio residencial de luxo Riserva Uno, na Barra da Tijuca, para receber o torneio olímpico do golfe.

“Tenho o prazer em relatar que o Rio continua fazendo um bom progresso. O Rio-2016 fez um grande esforço como organização, seu planejamento é muito forte e tem feito, como todos sabem, um bom início na área de marketing”, disse Nawal, que elogiou a escolha do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para presidir a Autoridade Pública Olímpica (APO).

Meirelles em alta, aeroportos em baixa – Os membros do COI enfatizaram a satisfação com a escolha de Meirelles para ocupar uma posição considerada estratégica na organização dos Jogos. A APO terá a legitimidade e a força política necessárias para pressionar governos e autoridades das três esferas a solucinarem tópicos fundamentais como, por exemplo, a questão dos aeroportos – até aqui, o calcanhar de Aquiles tanto para a Copa do Mundo como para as Olimpíadas.

Os membros do COI silenciaram quando os jornalistas perguntaram sobre os aeroportos, deixando a resposta a cargos do CORio 2016.

“No caso do Galeão, as obras do aeroporto já estavam em andamento na época da candidatura para dobrar a sua capacidade. Nós apresentamos isso como um dos argumentos da nossa candidatura. E com a nova capacidade, ele atende perfeitamente às demandas do COI. Há um pedido da comissão, feito já na visita anterior, para que a gente estabeleça uma força de trabalho tendo em vista o pior dia para o aeroporto, que é o dia seguinte à cerimônia de encerramento. Ou seja, estamos melhorando agora para trabalhar a parte de operação. A parte de construção já estava em andamento desde a candidatura”, argumentou Leonardo Gryner, diretor da Rio 2016.

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