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COI aprova Agenda 2020 e muda movimento olímpico

Agenda Olímpica aprovou mudanças em relação à escolha de sedes e novos esportes

Por Da Redação 8 dez 2014, 18h25

O Comitê Executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional) aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira, em Mônaco, todos os 40 itens da chamada Agenda 2020, proposta do presidente Thomas Bach que agora vai alterar todo o movimento olímpico. Passou, por exemplo, proposta de criar um limite de idade para dirigentes esportivos da entidade. A recomendação 37, uma das últimas a serem votadas, impõe limite de 70 anos para os dirigentes do COI, com a possibilidade de uma reeleição depois disso, havendo ainda limite para que apenas cinco dirigentes por vez tenham direito a este benefício. Presidente da Fifa e membro do COI, o suíço Joseph Blatter, de 78 anos, já havia declarado que a medida era “discriminatória”. Mesmo assim, votou junto com seus companheiros, e o item foi aprovado por unanimidade.

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A Agenda 2020 começou a ser votada na manhã desta segunda-feira, no congresso do COI, e aprovou uma série de medidas para modernizar o movimento olímpico. Entre os primeiros itens votados estava a redução no custo para sediar os Jogos Olímpicos, com o COI passando a incentivar a utilização de estruturas existentes ou provisórias.

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No plano esportivo, foi derrubado o limite de 28 modalidades por edição dos Jogos de Verão, passando a vigorar um limite de atletas (10.500) e eventos (310 cerimônias de medalhas). Modalidades poderão entrar e sair do programa e os países-sedes poderão sugerir a realização de provas apenas naquela edição – Tóquio/2020 sempre defendeu o beisebol, por exemplo. Serão incentivadas as provas mistas até que haja equivalência entre homens e mulheres nas Olimpíadas. As mudanças começam a valer nos Jogos de 2024.

A segunda parte da votação começou com o texto: “Incluir a não discriminação por orientação sexual no sexto princípio da Carta Olímpica”. A orientação é uma resposta à Rússia, que recebeu os Jogos de Inverno de Sochi, este ano, mesmo tendo leis antigays. Entre as recomendações votadas e aprovadas está o incentivo ao “atleta limpo”, o que inclui a realização de uma nova cerimônia de medalha para premiar atletas que herdaram medalhas por desclassificação de rivais.

Outros itens dizem respeito à relação com parceiros e patrocinadores, além de orientações genéricas visando, por exemplo, a facilitação no processo de autorização do uso das marcas do COI para fins não lucrativos. Será criado um canal de TV do COI e, junto com a Unesco, a entidade vai buscar implantar disciplinas de esporte e valores olímpicos nas grades curriculares pelo mundo.

Entre as novidades, a decisão de que os Jogos Olímpicos da Juventude passarão por reformulação (que ainda será definida) e serão realizados em anos ímpares. Além disso, um Prêmio Olímpico será entregue a contribuintes em cultura, educação, desenvolvimento e paz, em uma espécie de Nobel olímpico, em toda edição olímpica.

(Com Estadão Conteúdo)

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