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COB e Exército se acertam por uso de EsEFEx em 2016

Por Tiago Rogero

Rio – O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Exército assinaram nesta quinta-feira um protocolo de intenções para a utilização da Escola de Educação Física (EsEFEx), na Urca, na zona sul do Rio de Janeiro, como centro de treinamento de parte da delegação brasileira para os Jogos de 2016. O acordo é uma extensão da parceria entre as entidades, que começou com a militarização de atletas de ponta para a disputa – e consequente conquista do 1.º lugar – dos Jogos Mundiais Militares deste ano, realizados na capital fluminense.

A EsEFEx, que fica dentro da Fortaleza de São João, terá capacidade para receber 14 esportes dos 28 que serão disputados nos Jogos do Brasil como atletismo, judô, esgrima, vôlei e todos os esportes aquáticos. Os demais esportes ficarão em centros “pulverizados”. “É o único centro de treinamento do mundo com duas praias e aos pés de um dos maiores símbolos do Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar”, disse o superintendente de Esportes do COB, Marcus Vinícius Freire.

O Forte conta com um alojamento de 140 leitos e outro, com 120, está sendo construído com recursos do Exército. O COB espera que a delegação brasileira comece a treinar na EsEFEx em julho do ano que vem, logo após a Olimpíada de Londres. “Aqui será a casa do esporte olímpico brasileiro e a base de preparação do Time Brasil”, disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

O espaço será usado também durante os Jogos de 2016. O superintendente do COB comparou a EsEFEx ao centro esportivo Crystal Palace, em Londres, que será a base de treinamentos da delegação brasileira durante a Olimpíada do ano que vem. Até 2016, os alojamentos serão compartilhados com o Exército, mas, durante os Jogos do Rio, serão de exclusividade do COB.

COPA – O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que participou da cerimônia, disse que fez “várias ligações” ao líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), para pedir a aprovação da Lei Geral da Copa ainda este ano. “Nunca imaginei que fosse fácil, mas é um desafio do Congresso e creio que a Câmara se desincumbirá dessa tarefa à altura da expectativa do Brasil”, disse.