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COB descarta impactos da crise para Jogos de Londres ou para campanhas a 2020

Rio de Janeiro, 10 fev (EFE).- A crise econômica mundial não afetará o nível dos Jogos Olímpicos de Londres, muito menos a campanha das cidades candidatas a receber os de 2020, disse nesta sexta-feira o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman.

‘Acho que a crise é real, mas o trabalho que os países fizeram, o dos comitês olímpicos, foi muito bom e os resultados foram percebidos nos campeonatos mundiais (de diversas modalidades)’, declarou Nuzman em entrevista à Agência Efe.

O dirigente, que também preside o comitê organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, afirmou que as seis cidades que desejam receber os Jogos de 2020 são fortes, o que garante uma boa disputa. A sede vencedora será escolhida no dia 7 de setembro de 2013 em uma assembleia do Comitê Olímpico Internacional (COI), que será realizada em Buenos Aires.

‘Temos seis candidaturas, seis fortes candidaturas, e acho que há um equilíbrio muito grande entre elas’, expressou.

As candidatas Madri, Roma, Istambul, Doha, Baku e Tóquio terão de entregar até o dia 15 de fevereiro ao COI as garantias econômicas de seus governos e os planos para receber o evento.

‘Com relação às candidaturas, é um trabalho de cada uma delas, dos comitês organizadores, dos governos, de como cada um vai explicar sua realidade, sua situação’, declarou o dirigente brasileiro, que disse sentir ‘um grande alívio’ por ter conseguido trazer os Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro.

Sobre as possibilidades das cidades candidatas para 2020, Nuzman considera que todas ‘têm experiência, conhecem as dificuldades’ que uma campanha desse porte implica, pois as seis já foram aspirantes a outras edições dos Jogos e, no caso de Roma e Tóquio, já foram sedes olímpicas em 1960 e 1964, respectivamente.

‘Acho que todas têm oportunidades’, ressaltou Nuzman, que não expressou preferência por alguma delas e preferiu desejar às seis cidades ‘a melhor sorte possível’ no longo caminho da eleição. EFE