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COB defende adiamento das Olimpíadas de Tóquio para 2021

Parecer do órgão brasileiro vai contra o divulgado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que pede que os atletas sigam treinando para os Jogos

Por Julia Braun - 21 mar 2020, 11h50

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) defendeu o adiamento por um ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio por causa da pandemia do coronavírus, em uma nota publicada em seu site neste sábado, 21.

“A posição do COB se dá por conta do notório agravamento da pandemia do COVID-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global”, afirmou o órgão no comunicado.

O parecer do COB vai contra o divulgado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pelo governo japonês. Os chefes do órgão que organiza as Olimpíadas disseram em uma entrevista coletiva que é necessário mais tempo para determinar o futuro dos Jogos de Tóquio.

O COI realizou nesta semana uma série de videoconferências com os principais interessados na discussão: as federações esportivas internacionais e os comitês olímpicos de cada um dos países. O presidente do órgão, o alemão Thomas Bach, mantém a posição de que “ainda não é hora de se tomar uma atitude drástica” e pediu que os atletas sigam treinando para os Jogos.

Em sua nota, o COB afirmou que mantém sua confiança no COI “de que a melhor solução para o Olimpismo será tomada”.

“Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude”, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley, que comandou a seleção brasileira em Barcelona 1992.

“O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade”, completa Paulo Wanderley.

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