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Clubes são barrados na licitação para administrar Maracanã

Regra afeta principalmente Flamengo e Fluminense, que manifestaram interesse

Por Da Redação - 22 out 2012, 14h32

Os clubes de futebol não poderão disputar a licitação aberta pelo governo do Rio de Janeiro para obter os direitos de administração do complexo esportivo do Maracanã, segundo as normas divulgadas nesta segunda-feira – quando foi feita também a convocação para audiência pública, que acontecerá no dia 8 de novembro. Associação de clubes e empresas podem participar, desde que não cedam direitos exclusivos a um único time.

A regra afeta principalmente Flamengo e Fluminense, que haviam manifestado interesse em participar do processo. “Não queremos que o Maracanã seja do clube A ou B. Por sua importância, o estádio tem que estar disponível para qualquer clube, seja do Rio ou não, e a Seleção Brasileira”, afirmou o secretário da Casa Civil estadual, Regis Fitchner. “Não faz sentido que um clube tenha exclusividade sobre um estádio que é um templo do futebol”, completou.

Na reforma, que deve ser concluída em fevereiro, foram investidos cerca de 775 milhões de reais. Pela concessão, o governo estipulou um valor mínimo de 7 milhões de reais por ano, e o vencedor poderá explorar o estádio e seus anexos por 35 anos – exceto nos períodos da Copa das Confederações em 2013, da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

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Demolições – O futuro administrador do complexo ainda poderá demolir o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros, para construir outros tipos de instalações, como prédios comerciais, edifícios-garagem, bares e restaurantes. Motivo de discussão nos últimos meses, os dois espaços deverão ser reconstruídos numa área um pouco mais distante do Maracanã, ao lado da Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristovão.

A área pertence ao Exército e deve ser repassada à prefeitura em breve. As novas estruturas deverão manter as características atuais, mas serão modernizadas. “Não queremos construir estádios para abrigar competições grandes porque teremos outras estruturas construídas para a Olimpíada. O Célio de Barros e o Júlio Delamare serão centros de treinamento muito modernos, com academias, vestiários, ginásios, salas de musculação, fisioterapia”, explicou o secretário.

O governo do Estado do Rio prevê que o consórcio vencedor tenha de investir ainda 469 milhões de reais para modernização do Maracanãzinho, ao lado do Maracanã, construção e operação do Museu do Futebol, instalação e operação de estacionamentos e construção de bares, restaurantes, lojas e escritórios, além de infraestrutura de iluminação, pavimentação e drenagem.

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(Com agências EFE e Estado)

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