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Clubes da Série A fazem pacto contra ações judiciais

Em reunião nesta quinta-feira na sede da CBF, quando foi definida a tabela do Brasileirão de 2014 sem a presença da Portuguesa – o Fluminense ficou em seu lugar -, os 20 clubes da Série A fizeram um pacto para evitar a interferência da Justiça comum nas próximas edições do campeonato. Pelo acordo, que ainda será formalizado em documento assinado por todos, nenhum dos participantes poderá se beneficiar de ações judiciais de terceiros. Assim, devem manter as decisões na esfera da Justiça desportiva.

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“Foi compromisso de todos não se beneficiarem das decisões da Justiça comum. Caso contrário, o futebol vai perder credibilidade em ano de Copa do Mundo e a própria CBF pode ser prejudicada com essas circunstâncias”, disse o presidente do Grêmio, Fábio Koff, na saída da reunião.

Por causa da punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva ao Flamengo e à Portuguesa no ano passado, retirando quatro pontos de ambos pela escalação irregular de jogadores na última rodada do Brasileirão, diversos torcedores entraram na Justiça comum para tentar reverter essas punições e a CBF briga para manter a decisão do STJD.

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A perda de quatro pontos fez com que a Portuguesa fosse rebaixada, salvando o Fluminense da queda para a Série B – o Flamengo, por sua vez, escapou do descenso mesmo com a pena do STJD. Torcedores chegaram a conseguir algumas liminares na Justiça comum em benefício dos clubes punidos, mas a CBF cassou todas. “Foi feito um pacto para o futuro”, falou o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil. “Tem muito dinheiro envolvido no Campeonato Brasileiro para ser interrompido na rodada inaugural.”

“A preocupação da CBF e dos clubes da Série A é com a credibilidade do futebol brasileiro. Nos últimos 10 anos, com o campeonato de pontos corridos, não tivemos nenhuma virada de mesa. Todas as decisões de seus órgãos institucionais foram respeitadas”, disse o vice-presidente de futebol do Inter, Marcelo Medeiros.

(Com Estadão Conteúdo)