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Cidade do Peixe, Nagoya não tem show de ‘baleia assassina’ há 11 meses

Por Da Redação 13 dez 2011, 08h26

Logo na entrada do aquário público do porto de Nagoya, localizado a cerca de 20 minutos do centro da cidade, uma placa avisa que não há ‘baleia assassina’ ali. ‘Ela ficou doente’, explica a moça que recebe os tickets, apontando com tristeza para outro anúncio à frente. ‘A orca Nami morreu em 14 de janeiro. Obrigado pelo amparo e incentivo’, diz o texto, em inglês, com uma fotografia da fêmea.

Nami vivia em Nagoya (cidade em que o Santos se prepara para estrear no Mundial de Clubes) desde junho do ano passado, quando foi transferida do museu de Taiji, para onde havia sido levada depois da captura, em 1985. No antigo habitat, ela dispunha de parte de uma enseada natural. Segundo resultado da necrópsia divulgado em fevereiro, foram encontradas em seu estômago 491 pedras (mais de 80 kg) engolidas ao longo do tempo, motivo pelo qual ela apresentou pneumonia, úlcera, fibrose do miocárdio, insuficiência cardíaca e colite crônica.

Por não existirem pedras nas piscinas em que a baleia de 28 anos era treinada e fazia shows, o aquário se eximiu de culpa. De qualquer forma, buscou auxílio de estudiosos para continuar a análise do ocorrido e talvez rever a maneira como criar orcas em cativeiro – o local já teve outra fêmea morta, apelidada Ku, vítima de insuficiência cardíaca em 2008 após quase cinco anos de performances ali.

Antes de Nami morrer 11 meses atrás, esperava-se pela chegada de dois animais da mesma espécie, o macho Bingo e a fêmea Stella. Passado o acontecimento, a transferência de ambos até agora não ocorreu. Apesar de as acrobacias das ‘baleias assassinas’ serem sempre as principais atrações dos aquários japoneses – como também em Taiji e no Kamagawa Sea World -, não são as únicas. Pelo preço individual adulto de dois mil ienes (R$ 45,00 aproximadamente), os turistas podem ver muitas outras opções de animais marinhos em Nagoya.

VICE SANTISTA APROVA PASSEIO

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Acompanhado de familiares, o vice-presidente e chefe da delegação do Peixe em Nagoya, Odílio Rodrigues, conheceu o aquário no mesmo dia em que a reportagem. ‘É muito bonito, tem bastante atração, achei muito interessante. Aliás, Nagoya nos impressionou muito. Temos feito passeios em lugares turísticos daqui, e a cidade é espetacular. Nós conhecemos um centro varejista parecido com a 25 de Março de São Paulo e visitamos o prédio da Toyota, onde há uma vista panorâmica maravilhosa da cidade do 44andar’, disse o dirigente à GE.Net.

No primeiro andar do prédio norte, o passeio te leva a golfinhos, baleias brancas e leões-marinhos. Você os vê de frente, em um tanque de vidro, como se estivesse debaixo d’água. Em outro ambiente, é possível tirar foto ao lado de uma orca – de mentira, mas em tamanho real – no custo de mil ienes. Depois disso, um elevador te deixa no piso superior, para ver de cima as piscinas de treinamento e o pequeno estádio para exibições de 30 minutos dos dóceis golfinhos, além de sala com palestras sobre os animais. O horário de cada programa está escrito no guia de informações recebido juntamente com o ingresso.

O edifício sul, pelo qual se tem acesso na saída do primeiro prédio, é dividido em temas com peixes ornamentais, tartarugas e pinguins: ‘Vida marinha ao redor do Japão’, ‘Galeria de águas profundas’, ‘Vida marinha tropical’, ‘Vida nas águas doces australianas’ e ‘Vida marinha na Antártica’. No mesmo andar, um bonito restaurante com culinária japonesa e europeia mata a fome dos visitantes, que ainda podem comprar lembranças do local em uma pequena loja do lado de fora.

Apelidado de Peixe e tendo a baleia como mascote, o Santos mostrou alguns de seus dotes acrobáticos com Neymar e companhia nos treinos justamente em Nagoya, contudo fará sua estreia no Mundial de Clubes em cidade vizinha: o primeiro jogo da equipe alvinegra será no Toyota Stadium, diante do campeão japonês Kashiwa Reysol, às 19h30 (8h30, no horário de Brasília) de quarta-feira. Se passar, terá pela frente o vencedor do confronto do dia seguinte entre o espanhol Barcelona e o catariano Al-Sadd, em 18 de dezembro, na cidade de Yokohama.

A diretoria do clube pretendia levar ao Japão os mascotes que animam o time em partidas no Brasil, porém eles não poderiam ter acesso ao gramado. ‘O Santos queria levar os mascotes para lá, para que eles ficassem no campo e fizessem ações promocionais. O problema é que a Fifa não permitiria a ida deles aos jogos, então não valeria a pena levá-los só para eventos fora do estádio’, explicou Marcel Calixto, auxiliar de marketing santista.

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