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Chilenos que invadiram Maracanã têm 72h para deixar o Brasil

Determinação é do Ministério da Justiça, e quem não cumprir será deportado

Os torcedores chilenos detidos após invadirem o estádio do Maracanã, nesta quarta-feira, têm 72 horas para deixar o Brasil, determinou o Ministério da Justiça. Todos serão notificados logo depois de prestarem depoimento e quem descumprir a ordem será sumariamente deportado pela Polícia Federal – sendo colocado à força em um avião com destino ao seu país.

A invasão aconteceu por volta das 15h, pouco antes do início da partida entre Chile e Espanha. Uma grade de acesso ao centro de mídia foi derrubada para que o grupo, formado por cerca de cem pessoas, entrasse no estádio. Os seguranças do local não foram suficientes para impedir o acesso dos vândalos, que correram para a área reservada aos jornalistas.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança, 88 pessoas foram detidas e levadas de ônibus para a Cidade da Polícia, para serem ouvidos. O cônsul do Chile no Rio de Janeiro, Samuel Ossa Dietsch, acompanhou o grupo. A Polícia Federal informou que eles serão autuados em flagrante, de acordo com o Estatuto do Torcedor, por promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos.

Embora a organização da Copa tenha negado em comunicado que torcedores conseguiram chegar até os assentos, o fotógrafo de VEJA Luiz Maximiano registrou a passagem de alguns chilenos por uma área de acesso restrito à beira do gramado. Eles passaram pelos fiscais de campo, subiram as escadas e rapidamente se misturaram aos torcedores na arquibancada.