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Chiefs x 49ers: as atrações do Super Bowl, uma febre no Brasil

Decisão do futebol americano acontece neste domingo, às 20h30 (de Brasília), em Miami, e terá craques e estrelas da música em campo

Por Danilo Monteiro 31 jan 2020, 08h35

O pontapé inicial (sim, o jogo começa com um chute, embora seja jogado na maior parte do tempo com as mãos) do maior evento esportivo dos Estados Unidos será dado no próximo domingo 2, às 20h30 (horário de Brasília). A 54ª edição do Super Bowl, final da NFL, a principal liga de futebol americano, colocará frente a frente, em Miami, o Kansas City Chiefs e o San Francisco 49ers, equipes que não estavam entre as favoritas, mas surpreenderam com ótimas campanhas.

Assim como nos últimos anos, nos quais Tom Brady, astro do New England Patriots (e marido da modelo Gisele Bündchen), foi o grande protagonista, a decisão deste ano atrai grande interesse dos fãs brasileiros. VEJA elencou os principais motivos para assistir ao Super Bowl LIV, que, como de costume, terá um badalado show do intervalo, estrelas por toda a parte e um jogaço sem favorito.

Campeão de audiência

O estádio Hard Rock, em Miami, receberá a 54ª edição do Super Bowl Rich Graessle/PPI/Icon Sportswire/Getty Images

O Super Bowl foi criado em 1967, com a fusão entre a AFC e NFC, antigas ligas rivais de futebol americano, que hoje dão nome às conferências Americana e Nacional, respectivamente. Inspirado no rúgbi, o futebol americano é jogado nos Estados Unidos desde o século XIX. Apesar de ter nascido como uma modalidade de nicho, exclusiva dos yankees, o futebol americano começou a expandir suas fronteiras justamente com o sucesso das primeiras edições do Super Bowl. O potencial comercial foi abraçado pela televisão e levado a outros países. México e Brasil têm hoje a maior audiência fora do solo americano (confira no gráfico abaixo).

De acordo com a Sponsorlink – pesquisa do IBOPE Repucom especializada em comportamento e hábitos dos fãs de esportes no Brasil –, 24% dos internautas brasileiros se declararam fãs de Futebol Americano, o que representa atualmente 22,6 milhões de pessoas. Houve, portanto, um crescimento de 50% no percentual de fãs do esporte desde 2013. Reportagem de VEJA do ano passado mostrou como o Brasil se tornou um novo ‘país do football’.

A ESPN, emissora que há mais de duas décadas detém o direito exclusivo de transmissão do Super Bowl no Brasil, não divulgou os dados de audiência da atual temporada, mas informou que registra aumento de audiência a cada temporada ao longo dos últimos cinco anos. Tradicionalmente, o evento garante à ESPN a liderança de audiência na TV por assinatura no Brasil.

Os finalistas

Kansas City Chiefs

Kansas City Chiefs entra em campo para jogo contra o Tennessee Titans William Purnell/Icon Sportswire/Getty Images

Os Chiefs só venceram um Super Bowl na história, a quarta edição, em 1970. Além disso, a equipe do Estado do Kansas amargou um período de mais de 20 anos sem uma vitória nos playoffs da NFL. O cenário começou a mudar em 2016, quando a franquia quebrou o tabu em uma vitória por 30 a 0 contra o Houston Texans, mas foram parados pelo sempre favorito New England Patriots. Na temporada seguinte, os Chiefs adquiriam a peça que faltava, um quarterback talentoso, um maestro que fosse capaz de reger o time inteiro. Patrick Mahomes chegou como reserva, mas precisou apenas de um ano para fazer a direção do time torná-lo titular. A decisão imediatamente foi recompensada, pois Mahomes liderou a equipe à primeira final da NFL em mais de 50 anos.

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San Francisco 49ers

Time do San Francisco 49ers entra em campo para jogo contra o Green Bay Packers Michael Zagaris/San Francisco 49ers/Getty Images

Se a conhecida máxima da “camisa de peso” também valer para o futebol americano, o San Francisco 49ers começa a final da NFL na frente. A equipe é uma das mais tradicionais e já conquistou cinco títulos. A única brecha na tese é que a do 49ers não vence desde 1995, quando levantaram o troféu Vince Lombardi. A última final disputada pela equipe foi em 2013, quando perderam para o Baltimore Ravens, favorito desta temporada, mas que caiu precocemente. Os 49ers são exatamente o oposto de seus adversários, pois preferem as jogadas terrestres às aéreas – e são a segunda melhor equipe da temporada neste quesito -, apesar de contarem com um quarterback confiável quando é acionado, caso de Jimmy Garoppolo nestes playoffs. O estilo de jogo dos 49ers confunde os adversários, pois podem agredir a defesa com seus ótimos corredores e ao mesmo tempo surpreender com passes longos de Garoppolo quando necessário.

A estrela do jogo

Patrick Mahomes

O quarterback Patrick Mahomes, do Kansas City Chiefs, celebra vitória contra o Tennessee Titans William Purnell/Icon Sportswire/Getty Images

Patrick Mahomes chegou à NFL surpreendendo a todos desde seu recrutamento. O quarterback oriundo da Universidade Texas Tech brilhou no Combine, evento no qual os atletas universitários fazem testes para mostrar seu potencial, e foi escolhido pelo Kansas City Chiefs na primeira escolha da equipe em 2017. Ele não demorou a mostrar seu talento e garantir uma vaga no time titular. Em seu primeiro ano, foi reserva de Alex Smith, que acabou trocado ao final da temporada após a direção dos Chiefs decidir apostar em Mahomes. O novo quarterback titular não decepcionou e deu passe para 50 touchdowns, igualando a marca de duas lendas da posição: Tom Brady e Peyton Manning. Mahomes foi o principal responsável pela campanha de 12 vitórias e quatro derrotas na temporada regular e por levar seu time ao Super Bowl depois de mais de 50 anos.

As atrações do show bilionário

Show do cantor Adam Levine, do grupo Maroon 5, no show do intervalo do Super Bowl 2019, no estádio Mercedes-Benz, em Atlanta Scott Cunningham/Getty Images

Em um Super Bowl, cada detalhe importa, desde a entrada dos atletas em campo às estrelas da música que cantam o hino e se apresentam no aguardado show do intervalo. O evento é um espetáculo à parte, que vai além do próprio jogo de futebol americano, algo comparado, do ponto de vista publicitário, à magnitude de uma Copa do Mundo, mas que acontece anualmente.

A organização da NFL investe pesado na contratação de artistas renomados, como já fez com Michael Jackson e Madonna, para o show do intervalo, atraindo espectadores que sequer sabem as regras do esporte. Um simples comercial de 30 segundos durante o evento já chegou a custar 7,7 milhões de dólares (cerca de 32,7 milhões de reais) na final de 2018. Neste ano, as cantoras Jennifer Lopez e Shakira se apresentarão nos 15 minutos de intervalo da final. A interpretação do hino dos Estados Unidos ficará a cargo de Demi Lovato.

Como assistir:

A final entre Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers começa no próximo domingo, a partir das 20h30 (de Brasília), no estádio Hard Rock, em Miami. O Super Bowl, assim como toda a temporada regular da NFL, tem transmissão exclusiva da ESPN.

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