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‘Chegar ao UFC é fácil. Difícil é continuar lutando’

<p>Aos 30 anos, Gleison Tibau é o representante do Brasil que mais atuou no torneio. Ele enfrenta o americano Jamie Varner, neste sábado, entre os leves</p>

Por Davi Correia Atualizado em 11 jan 2022, 21h09 - Publicado em 31 ago 2013, 12h33

A noite de lutas do UFC 164 neste sábado, em Wisconsin, Estados Unidos, tem apenas um brasileiro no card: Gleison Tibau enfrentará Jamie Varner, entre os leves, e tem um motivo especial para o confronto. O potiguar de 30 anos fará sua 20ª luta no torneio, entrando para a história como o brasileiro que mais atuou no UFC. Em sete anos lutando pela franquia, Tibau nunca teve a chance de disputar o cinturão de sua categoria. “Estou feliz por atingir essa marca. Não é muito difícil entrar no UFC, o mais complicado é se manter no torneio por tanto tempo. É uma organização que cobra muito: além de vencer, precisamos fazer lutas que empolguem o público.” A principal luta do UFC 164 será a disputa entre o campeão Ben Henderson e Anthony Pettis, entre os leves.

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Gleison Tibau nasceu em Mossoró (RN), é filho de pedreiro e seu verdadeiro nome é Janigleison Herculano Alves – mas ele adotou o nome da cidade de origem da família, Tibau, a pouco mais de 42 km de Mossoró, e onde cresceu. A vontade de lutar começou após assistir um filme de ação. “Meus pais e amigos riam quando eu dizia que queria ser lutador. A maioria achava que aqueles golpes só eram possíveis na televisão.” Aos 13 anos, Tibau decidiu que tentaria a vida de lutador e passou a morar nas academias em que treinava. Depois de algumas lutas no Brasil, ficou sabendo por amigos que uma equipe americana, a American Top Team, estava recrutando brasileiros. Conseguiu marcar um teste, passou e alguns meses depois estreou no UFC, perdendo para Nick Diaz, em 2006 – ano em que Anderson Silva já era campeão dos médios. Tibau luta em média três vezes por ano, enquanto Anderson desacelerou o ritmo e faz um ou dois combates por ano – ele tem dezessete lutas no UFC.

O segredo para se manter tanto tempo lutando? “Meu diferencial é lutar bem, independente do resultado. Um fator que faz os organizadores gostarem de mim é que não rejeito luta. Já aceitei desafios em que precisei perder 18 quilos em apenas duas semanas.” Considerado alto para sua categoria, 1,70 metro, é um dos atletas que mais sofre para atingir o limite de peso – longe do octógono pesa 88 quilos, mas desce para 70.

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Mesmo com tanta experiência, Tibau diz que a luta de sábado tem sabor de estreia. “Parece que será a primeira da minha vida. Estou concentrado apenas em fazer o que treinei. O Jamie Varner é muito bom no wrestling e no boxe, mas tenho certeza que posso sair com uma vitória, o que me colocaria perto da disputa de cinturão.”

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Aposentadoria – Tibau está longe de pendurar as luvas, mas já sabe o que quer fazer quando abandonar o octógono. “Pretendo continuar em atividade por mais dez anos, e tenho certeza que não vou mexer com lutas quando parar. Quero abrir uma fábrica de biscoitos em Tibau, porque sei que vende muito e poderia gerar muito emprego para a minha região.”

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