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Chance para o Brasil brilhar? Time pensa só em resultado

Nem oponente frágil já eliminado faz seleção pensar em dar espetáculo. Capitão Thiago Silva avisa que o momento é de confirmar a classificação, seja como for

Por Giancarlo Lepiani, de Brasília 23 jun 2014, 13h55

“Se vier a acontecer uma possível goleada, se o time jogar bem, vai ser bom para todo mundo, claro. Mas primeiro temos que respeitar o adversário e pensar em vencer”, disse Thiago Silva

Trata-se de uma oportunidade rara numa Copa do Mundo. O Brasil joga seu futuro no torneio nesta segunda-feira, às 17 horas (de Brasília), precisando vencer ou no mínimo empatar para avançar à segunda fase – e o adversário parece ter sido feito sob medida para que a equipe não apenas some os pontos necessários como também ganhe embalo para o decorrer da competição. Camarões perdeu seus dois jogos na Copa até agora. Seu principal jogador, Samuel Eto’o, está bem longe das condições físicas necessárias para assustar a defesa brasileira. Outro jogador experiente, Song, está suspenso. A equipe tem mostrado um futebol pobre e o clima no grupo é ruim. Dia de goleada, então? A seleção não quer pensar nisso. O risco de eliminação, num desfecho que seria absolutamente catastrófico, colocou a equipe em estado de alerta. O time vai a campo mirando apenas no resultado – e pronto para um jogo duro.

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“A gente pensa em entrar em campo para vencer. Se o time vai dar espetáculo, aí é outra coisa”, disse o capitão Thiago Silva na véspera do duelo. “Se vier a acontecer uma possível goleada, se o time jogar bem, vai ser bom para todo mundo, claro. Mas primeiro temos que respeitar o adversário e pensar em vencer, e só depois pensar em dar espetáculo.” Mesmo avisando que a equipe pretende ser mais competitiva do que vistosa, o zagueiro reconhece que a partida desta segunda pode ser importante para mudar algumas percepções nesta Copa. Depois do empate sem gols com o México, o favoritismo do Brasil ficou arranhado. “A impressão que queremos passar ao mundo é a de equipe coesa, que pratica o futebol coletivo da melhor maneira possível. Nos últimos jogos, tivemos dificuldades, mas isso é normal na Copa.” Apesar de não prometer futebol bonito, Thiago diz que o time precisa fazer “um grande jogo”.

Mesmo com tantas coisas pesando contra Camarões, o capitão disse que a equipe africana é “traiçoeira” e tem jogadores perigosos: “Já enfrentei vários deles na França. Para que a gente não seja surpreendido em casa, é preciso estar atento”. Por fim, o principal líder do grupo afirmou que a pressão no jogo que define o Grupo A é até boa, já que pode levar o Brasil a evoluir. “Sabemos da responsabilidade, sabemos o que é preciso fazer. Nós discutimos tudo isso nos treinamentos e nas reuniões na concentração. E a pressão faz parte do futebol. Quem não quer pressão precisa mudar de ramo.” Na contagem regressiva para a partida, Thiago Silva só tinha uma certeza sobre o que acontecerá na partida: a de que a torcida da casa, que teve de dividir espaço com os mexicanos no Castelão, voltará a ser dominante em Brasília e terá impacto muito positivo sobre o time. “Convocar a todos para que nos apoiem.”

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