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CBF quer usar Dunga como escudo para proteger dirigentes

Estilo do ex-jogador foi decisivo para escolha do novo técnico da seleção brasileira

Por Da Redação - 22 jul 2014, 08h34

A decisão de chamar o técnico Dunga para o comando da seleção brasileira pode ser uma estratégia da cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para blindar os dirigentes da entidade, bastante criticados principalmente após a campanha da seleção brasileira na Copa do Mundo no Brasil. A informação é da edição desta terça-feira do jornal O Estado de S. Paulo.

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Para o ex-secretário geral da CBF, Marco Antonio Teixeira, a confederação “usou o Gilmar Rinaldi (nomeado coordenador geral de seleções) para chegar ao Dunga”. “Todo mundo sabe que o Dunga não deixa nada nem ninguém sem resposta. (José Maria) Marin e Marco Polo Del Nero (atual e futuro presidente da entidade, respectivamente) acreditam que isso pode desviar um pouco o foco das investigações que o Congresso quer reavivar na entidade”, disse.

Ainda segundo o Estado, um amigo de Marin contou que, logo depois da definição sobre Gilmar Rinaldi, a CBF cogitou convidar Leonardo, também campeão em 1994, para o cargo de treinador, mas desistiu por causa de seu perfil “brando” demais.

Apesar de o Brasil não ter tido uma campanha bem sucedida na Copa de 2010, na África do Sul, quando Dunga teve sua primeira passagem como técnico da seleção, seu estilo duro e de responder a todas as críticas da imprensa agradou os cartolas do futebol nacional.

Um presidente de uma influente federação estadual do país, que fez oposição ano passado a Marin e Del Nero, resumiu o que pensa sobre as mudanças na comissão técnica da seleção. “Felipão afirmou que iria até o inferno para proteger seus jogadores. Dunga faria o mesmo e mais um pouco: defenderia seus atletas e também a CBF. É um acordo tácito.”

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