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CBF atrapalha 11 partidas no Brasil – mas Dunga bate o pé

Desfalques vão afetar cinco clubes, no Brasileirão e na Copa do Brasil. Técnico afirma que sua prioridade é entrosar a seleção – e que ninguém pediu dispensa

Por Da Redação - 17 set 2014, 12h26

Partidas com desfalques

CAMPEONATO BRASILEIRO

Botafogo x Palmeiras, 8/10, no Maracanã

Cruzeiro x Corinthians, 8/10, no Mineirão

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Fluminense x Atlético-MG, 9/10, no Maracanã

Santos x Bahia, 9/10, na Vila Belmiro

Botafogo x Corinthians, 11/10, no Maracanã

Flamengo x Cruzeiro, 12/10, no Maracanã

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Atlético-MG x São Paulo, 12/10, no Mineirão

Criciúma x Santos, 12/10, no Heriberto Hülse

COPA DO BRASIL

Cruzeiro x �ABC, 15/10, na Arena das Dunas

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Corinthians x �Atlético-MG, 15/10, no Mineirão

Botafogo x� Santos, 16/10, em Vila Belmiro

A CBF organiza o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil – mas não se importa em estragar algumas das partidas mais importantes das duas competições nacionais. Como o futebol brasileiro não para nas datas de jogos internacionais do calendário da Fifa – ao contrário de todas as ligas importantes do planeta -, a seleção voltará a desfalcar os clubes no mês que vem, quando o time de Dunga disputa o Superclássico das Américas, contra a Argentina, e faz um amistoso contra o Japão. Nada menos de onze jogos serão afetados, sendo oito do Brasileirão, que entra em sua etapa mais decisiva, e três da Copa do Brasil, nas partidas de volta que definem os semifinalistas da competição. Sete atletas que atuam no país foram convocados por Dunga nesta quarta-feira, e cinco clubes brasileiros terão de amargar desfalques: Cruzeiro e Corinthians, com dois jogadores cada, e Botafogo, Atlético-MG e Santos. Um dos jogos mais importantes e atraentes do Brasileirão, entre Cruzeiro e Corinthians, terá quatro grandes ausências: Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Gil e Elias. Quem se deu bem foi o São Paulo: o vice-líder do Brasileirão, que tinha alguns atletas cotados para uma convocação, como Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato e Alan Kardec, não só escapou ileso da convocação de Dunga como também viu alguns de seus principais rivais prejudicados.

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Corinthians e Cruzeiro chegaram a dizer que pediriam para não ter seus atletas convocados. Ao que parece, porém, os clubes não formalizaram essa vontade. “Há democracia na CBF. Os clubes que não querem que seus jogadores sejam convocados podem mandar uma carta à CBF com esse pedido. Acredito que ninguém vá fazer isso”, afirmou o treinador da seleção. “Alguns técnicos nos disseram que para eles era difícil perder esse jogador, mas entenderam que o momento era importante para os atletas que têm o sonho de se firmar na seleção. Entendo a situação dos treinadores de clubes, mas eles entendem a minha e a dos atletas.” Dunga justificou a decisão de continuar convocando atletas de clubes brasileiros num momento decisivo das competições nacionais dizendo que precisa entrosar a seleção e conseguir resultados desde já. “Estamos no início de um trabalho, fizemos só dois jogos e precisamos manter uma base, uma estrutura. Não se pode mudar a cada instante, principalmente após uma Copa do Mundo. Temos que dar segurança aos atletas, deixar todos à vontade. Se começarmos a mudar a todo instante, não vamos fazer uma coisa nem outra”, disse. “Temos uma Copa América pela frente. Se abrirmos exceções, teremos problemas lá na frente. É curioso: quando não chamamos alguém, sempre há reinvindicações. Sofremos pressão quando chamamos e também se deixamos de fora.”

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