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Catar quer Pep Guardiola – por 81 milhões de reais por ano

Acusado de 'comprar' Copa de 2022, país cobiça treinador campeão do Barça

Por Da Redação 31 Maio 2011, 10h13

As suspeitas em torno da campanha que garantiu a realização da Copa do Mundo de 2022 no Catar não intimidaram os dirigentes do país. Acusados de compra de votos no processo que escolheu a sede do Mundial, os cartolas do país árabe seguem gastando fortunas no esporte. Nesta terça-feira, por exemplo, um fundo catariano comprou o Paris Saint-Germain, da França. E a imprensa espanhola noticiou que o país prepara uma proposta quase irrecusável para tentar fazer o técnico do Barcelona, Pep Guardiola, treinar a seleção local. Ele já jogou no país entre 2003 e 2005, defendendo o Al Ahli.

Campeão da Espanha e da Europa com o Barça, Guardiola é o técnico mais admirado do momento. Ninguém melhor que ele, portanto, para comandar a seleção do Catar na preparação para o Mundial de 2022. De acordo com o jornal Marca, o xeque Hamad Bin Khalifa Bin Ahmad Al Thani estaria preparando uma oferta de 36 milhões de euros – o equivalente a 81 milhões de reais – por temporada como treinador do Catar. Guardiola tem contrato com o Barça até a metade do ano que vem. O Catar estaria disposto a aceitar que Guardiola tirasse férias por um ano, assumindo a seleção só a partir de 2013.

França – Enquanto a possível contratação de Guardiola ainda está no campo das especulações, a compra do Paris Saint-Germain já foi concretizada. O fundo catariano Qatar Investment Authority adquiriu 70% das ações do Paris Saint-Germain, clube do meia brasileiro Nenê. O fundo Colony Capital, que era o proprietário até agora, conservou a maior parte do capital restante, informaram nesta terça-feira fontes próximas ao clube. A venda, que será oficializada ainda nesta terça, envolve uma quantia de 50 milhões de euros e inclui a absorção das perdas desta temporada, estimadas em 19 milhões de euros.

Os catarianos também vão assumir toda a dívida do clube, estimada entre 15 milhões e 20 milhões de euros. O Colony Capital, que comprou o clube em 2006, continuará sendo o acionista minoritário da agremiação. A especulação sobre a venda do clube a investidores árabes já existia havia muitos meses. O PSG, um dos clubes mais importantes da França, não conseguiu vaga para a Liga dos Campeões nas últimas temporadas. Neste ano, a equipe acabou em quarto no campeonato francês, o que só dá direito a disputar a Liga Europa. Sua última participação na Liga ocorreu em 2003.

(Com agência EFE)

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