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Caso Bruno: Não esperava repercussão negativa, diz diretor do Boa

Rildo Moraes afirma que ficou surpreso e diz que clube pode acionar judicialmente parceiros que abandonaram o clube

Por Leslie Leitão, de Varginha Atualizado em 13 mar 2017, 22h27 - Publicado em 13 mar 2017, 20h26

Os dirigentes do Boa Esporte Clube ficaram surpresos com a repercussão negativa do anúncio da contratação do goleiro Bruno, condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte de Eliza Samudio, em 2010. O jogador ganhou o direito de responder à apelação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais em liberdade e foi solto no final do mês passado. Hoje, ele deverá chegar cedo à cidade de Varginha, no sul do estado, passar por uma bateria de exames e ser apresentado numa entrevista coletiva.

“Realmente não esperava essa repercussão negativa”, disse Rildo Moraes, diretor de futebol do clube mineiro, horas depois de todos os patrocinadores e apoiadores do Boa anunciarem o rompimento de seus acordos.

  • Rildo Moraes, diretor do Boa
    Rildo Moraes, diretor do Boa: “Contratos têm que ser cumpridos” Leslie Leitão/VEJA

    Rildo disse que somente o contrato com o Góis&Silva (empresa que estampava o patrocínio master na camisa do time) foi destratado formalmente. “Contratos têm que ser cumpridos e não fomos informados de nada. Vamos ver caso a caso”, afirmou.

    Bruno chega hoje a Varginha. Rildo voltou a dizer que o clube está tentando dar uma nova chance ao goleiro: “Falam tanto em trabalho de ressocialização. É o que estamos fazendo. Se ele é goleiro e já pagou a pena, vai voltar a jogar futebol”, disse.

    Na verdade, Bruno Fernandes cumpriu parte da pena, total de 6 anos e 7 meses. Ele foi solto pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello, porque a 5a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais não julgou sua apelação até hoje, passados quatro anos de sua condenação no júri popular em Contagem.

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