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Casemiro ouve ‘letrinhas’ por expulsão e vê prazer em treino de Leão

Nesta segunda passagem pelo São Paulo, Emerson Leão elegeu Casemiro como um de seus principais alvos de atenção para evoluir. É comum o sempre sorridente volante ouvir alguma ironia do chefe nos treinos. Foi assim também no sábado, após o camisa 28 ser expulso na partida contra o Mogi Mirim. E o jogador tem gostado do dia a dia com o treinador.

‘Ele deu umas ‘letrinhas’, acabou brincando, deu uma cutucada, como qualquer treinador faria. Fui muito feliz na partida, achei a expulsão injusta, mas ninguém fica feliz em ser expulso. Vou tentar não errar mais’, prometeu Casemiro, que saiu do banco para substituir Fabrício aos 15 minutos do primeiro tempo, marcou um gol, participou do segundo na vitória por 2 a 0 e acabou recebendo o cartão vermelh

Mesmo expulso, o atleta de 20 anos tem a convicção de que agradou enquanto esteve em campo. Por isso, gargalhava facilmente durante o treino de finalizações no CT da Barra Funda na manhã desta segunda-feira. Leão, contudo, continha a alegria do comandado com provocações. Minutos mais tarde, o jogador soltou um palavrão ao chutar pela segunda vez uma bola bem acima do gol.

Minutos mais tarde, ele falava da satisfação em praticar arremates. ‘O Leão dá um treinamento prazeroso. Dá gosto chutar a gol. E ele acaba brincando para você ter prazer. Está sendo muito feliz no que está fazendo’, elogiou, contente por ter ouvido do técnico as razões de ter perdido a vaga no time para Fabrício – na quarta-feira, contudo, Casemiro deve iniciar o jogo contra o Bahia de Feira de Santana porque Fabrício está machucado de novo.

‘A primeira coisa que ele fez foi me procurar. O Leão me elogiou bastante, usou o critério de preferir escalar o Fabricio, que está voltando, do que ele entrar, sentir e o time perder uma substituição. Ele justificou bem porque saí do time e me senti muito feliz por isso’, comemorou, garantindo tranquilidade.

‘O Leão sabe muito bem o potencial que tenho para dar para ele, o que posso render. Nenhum jogador gosta de ficar no banco, mas quem manda é o professor Leão. Se ele preferir que eu fique dois, três jogos como titular e depois volte para o banco, é ele que manda. Estou aqui para ajudar’, falou, alegando desconhecer o ‘outro lado’, polêmico, do comandante.

Com Leão, o sentimento de Casemiro é de gratidão, a ponto de aceitar ser o único marcador do meio-campo em vez de atacar como fazia. ‘Não senti nenhuma dificuldade, tenho que saber jogar em várias funções. E o Leão, nos treinos, fica pegando no pé, sempre cutucando, chamando atenção, lembrando as coisas. Nesta minha volta à boa fase em 2012, o Leão tem parcela, me ajuda muito no aspecto tático’, apontou.