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Cartola do Atlético nega vexame, mas alfineta Ronaldinho

Para Alexandre Kalil, perder para o Raja na semifinal não é uma tragédia, mas resultado precisa fazer time colocar os pés no chão: 'Voltamos à estaca zero'

Por Da Redação 19 dez 2013, 09h24

“Agora é todo mundo mais humilde do que nunca. Se tinha Pelé e gênio aqui, não tem mais”, avisou o presidente do clube mineiro

O Atlético-MG chegou ao Marrocos sonhando em conquistar o mundo, mas acabou sendo derrotado para o modesto Raja Casablanca, na quarta-feira, com uma exibição apática e pouco inspirada, que motivou críticas do presidente do clube, Alexandre Kalil. O explosivo e controverso cartola deixou claro que não gostou da postura da equipe – segundo ele, sobrou estrelismo e faltou modéstia ao elenco que foi disputar o Mundial de Clubes. Ele prometeu que essa postura não se repetirá na próxima competição importante da equipe, a Copa Libertadores de 2014. “Agora é todo mundo mais humilde do que nunca. Se tinha Pelé e gênio aqui, não tem mais. Todo mundo vai voltar à escala zero”, avisou, em aparente referência a Ronaldinho Gaúcho, que foi tratado como estrela máxima da delegação mas fez uma partida muito irregular na quarta.

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Na opinião do dirigente, a inesperada derrota para o Raja foi uma lição para o time, que pode crescer com a experiência negativa. “Em fevereiro, começa a Libertadores. E desse Mundial saiu o favorito ao bicampeonato do torneio”, apostou. Kalil reconheceu que a eliminação precoce no torneio foi um golpe para os atleticanos, mas discordou de quem classificou a queda como “vexame” mineiro no Marrocos. “A derrota é muito dura, tudo é muito duro. Foi o nosso pior jogo em 2013. Mas em Mundial de Clubes, não tem vexame. É um campeonato mundial”, afirmou. Para ele, tragédia mesmo foi a derrota de 6 a 1 para o Cruzeiro, no Brasileirão de 2011, quando o arquirrival não só goleou como também escapou do rebaixamento. “Aquele foi meu pior momento como atleticano. Agora, aqui, não. O que aconteceu foi que entrou um time com onze caras que sabem jogar bola. Vamos ver o tamanho da tragédia no sábado”, completou, citando a decisão de terceiro lugar, contra o Guangzhou Evergrande, da China.

O jogo contra os campeões asiáticos, marcado para as 14h30 (de Brasília), novamente em Marrakesh, será o último compromisso do Atlético na temporada e marcará também a despedida do técnico Cuca, que vai para outro time chinês, o Shandong Luneng. O próprio Cuca, que admitiu que sua equipe fez uma partida ruim, prometeu “profissionalismo e hombridade” dos atleticanos na disputa do terceiro lugar. O treinador lembrou que o time mineiro “precisa ter a grandeza de terminar o torneio da melhor forma possível”. O atacante Diego Tardelli, que fez uma ótima temporada mas apareceu pouco na semifinal de quarta, concorda: “A gente precisa assumir a responsabilidade. Tem mais um jogo e vamos tentar buscar o terceiro lugar para terminar bem o ano”, disse o atleta, que pediu desculpas à torcida pela derrota para os marroquinos. O lateral Marcos Rocha pode não participar do jogo. Ele xingou Cuca ao ser substituído, no segundo tempo, e deverá ser sacado do time titular. Marcos Rocha também corre o risco de ser punido pela diretoria.

(Com agência Gazeta Press e Estadão Conteúdo)

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