Clique e assine com até 92% de desconto

Carta aberta ao doutor Sócrates

O ator Dan Stulbach – corintiano de quatro costados – esteve no Japão para acompanhar a vitória do Timão. Antes da partida ele mostrou com exclusividade para VEJA sua conversa íntima com Sócrates, o doutor Sócrates, morto em dezembro do ano passado.

Por Da Redação 16 dez 2012, 15h09

“Doutor, escrevo para você do Japão. Hoje é dia da final do Mundial e até o Monte Fuji parece alvinegro. Vim de Nova York, onde o avião atrasou por causa da cantoria do bando de loucos a bordo. Três japoneses pediram pra descer. Naquele mesmo dia, em Londres uma festa de mesmo tamanho tomou conta do aeroporto, é o que me contaram. Roma, Paris, Istambul e até Dubai. Fiquei imaginando, emocionado, a movimentação de toda essa gente, vinda de todos os cantos, com todos os cantos, desaguando no Japão – cada um com a sua história, cada um com a sua paixão. E eu, que aprendi o que é democracia contigo, vejo essa galera transformando o complexo de vira-lata no orgulho de ser vira-lata. É um Brasil possível, aquele que aprendi a conhecer no estádio, com homens e mulheres, meninos e meninas de todo jeito, de todas as classes e credos, sofrendo junto e se abraçando por um gol, eles que estão aqui, agora, comendo sushi. Um estádio ambulante veio para cá, em paixão e número. Um estádio que grita e festeja ser o que é.

A final será hoje à noite, logo mais, e não tenho ideia de como será. Aliás, tô nervoso pacas. Mas acho – tenho certeza – que a maior vitória já aconteceu.

Tamo juntos, Doutor. Chegamos. É nóis. Mais do que nunca.”

Este texto é parte integrante da edição especial para tablets de VEJA e Placar sobre o título mundial corintiano, que você pode baixar no IBA ou por aplicativo a partir da tarde deste domingo.

Continua após a publicidade
Publicidade